Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin advertiu nesta terça-feira que o recente ataque ucraniano a um centro universitário em Starobilsk, na província ocupada de Lugansk, que matou cerca de vinte pessoas, “é um paradigma completamente diferente” nesta fase do conflito, que já dura quatro anos e meio.
O porta-voz de Moscou, Dimitri Peskov, destacou que esse “ataque terrorista deliberado e tão desumano contra civis” é um passo além no desenrolar desta guerra e ressaltou que a Ucrânia estava ciente de que aquelas instalações não eram um alvo militar.
“Estamos falando de uma escola que nunca foi uma instalação militar. Nunca esteve relacionada a assuntos militares. Lá sempre havia jovens, crianças, que estudavam nessa instituição (...) o regime ucraniano sabia disso muito bem”, denunciou Peskov, em declarações à imprensa, segundo agências russas.
No último dia 22 de maio, drones ucranianos atacaram as instalações da Escola Profissional de Starobilsk da Universidade Pedagógica de Lugansk, incluindo uma residência estudantil, matando 21 pessoas e ferindo outras 44. No momento do ataque, havia 86 pessoas no local.
A Ucrânia, por sua vez, afirmou que seu Exército só ataca alvos militares. Enquanto isso, o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas anunciou uma investigação sobre o ocorrido.
Por outro lado, Peskov voltou a enfatizar que a guerra pode terminar assim que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ordenar a retirada das tropas do leste do país, amplamente controlado por Moscou, em resposta a uma avaliação do mandatário que estimou que o conflito continuará por pelo menos mais seis meses.
“Quanto a Zelenski e ao fim da guerra até o final do ano, a guerra poderia terminar hoje mesmo, já comentamos isso repetidas vezes (...) Zelenski deve ordenar que suas Forças Armadas abandonem o território das regiões russas”, insistiu o porta-voz do Kremlin.
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