Publicado 16/02/2026 09:00

A Rússia afirma que as conversações de Genebra sobre a Ucrânia servirão para abordar "inúmeros temas".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Dimitri Peskov.
Europa Press/Contacto/Mikhail Sinitsyn

Defende que a delegação está em contato com Putin, que já deu “instruções” MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) -

As autoridades russas afirmaram nesta segunda-feira que as conversações previstas para terça e quarta-feira na cidade suíça de Genebra com a Ucrânia servirão para abordar “inúmeros temas”, entre eles “questões principais sobre os territórios”.

Foi o que afirmou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, que especificou que nessas reuniões será analisada uma “gama maior de assuntos” do que nas conversas realizadas em Abu Dhabi. “Desta vez, tentaremos falar de muitos assuntos, entre eles, de fato, a questão principal em torno dos territórios de ambos os países e outras questões. Tudo isso está relacionado com nossas demandas. A presença de um negociador-chefe, neste caso Vladimir Medinski, é necessária”, afirmou, de acordo com informações recolhidas pela agência de notícias TASS. Além disso, garantiu que a delegação está em contato direto com o presidente, Vladimir Putin, para abordar esta questão. “O presidente deu instruções específicas e detalhadas antes de ir para Genebra”, assegurou, antes de esclarecer que o chefe da Direção Central de Inteligência Militar, Igor Kostiukov, e o vice-ministro das Relações Exteriores, Mijail Galuzin, também estarão presentes.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, adiantou que a nova rodada de diálogos com a Rússia se concentrará principalmente no futuro dos territórios do leste e sudeste do país atualmente ocupados por Moscou, ao mesmo tempo em que revelou que na agenda há uma proposta de Washington para criar no Donbass uma zona franca, onde se possa comercializar livremente, e que seja uma espécie de área de amortecimento.

Os últimos contatos nos Emirados Árabes Unidos resultaram em um acordo entre Moscou e Kiev para a troca de mais de 300 prisioneiros de guerra, o primeiro desse tipo em cerca de cinco meses, mas sem informações sobre avanços no plano político.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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