Publicado 16/09/2026 09:33

A Rússia afirma que “ainda há tempo” para evitar uma corrida armamentista no espaço, apesar das ações dos EUA

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 31 DE MARÇO DE 2026: O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, durante uma reunião dos membros do Conselho Russo de Assuntos Internacionais
Mikhail Sinitsyn / Zuma Press / Europa Press

Moscou destaca que a confirmação de Washington sobre a implantação de armas em órbita “não é novidade” para a Rússia

MADRI, 16 set. (EUROPA PRESS) -

As autoridades russas afirmaram nesta quarta-feira que “ainda há tempo” para evitar uma corrida armamentista no espaço sideral e garantiram que já estavam cientes de que os Estados Unidos haviam implantado armamento em órbita, depois que Washington confirmou isso oficialmente pela primeira vez na noite de segunda-feira.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Riabkov, destacou que Washington “não notificou” Moscou sobre essa medida, embora tenha enfatizado que “isso não é novidade” para a Rússia, conforme informou a agência de notícias russa Interfax. “Tudo está sendo monitorado, tudo está sendo documentado e as conclusões adequadas estão sendo tiradas”, afirmou.

“Há muito tempo defendemos a criação de um instrumento juridicamente vinculativo que impeça o posicionamento de armas no espaço, eliminando essencialmente o uso da força ou a ameaça do uso da força contra objetos espaciais”, disse ele, antes de ressaltar que “os Estados Unidos e outros países ocidentais, especialmente os britânicos, vêm usando há anos desculpas demagógicas para encobrir sua relutância em avançar nessa direção”.

Assim, ele acusou esses países de “usarem diversos argumentos para evitar dar esse passo, tentando acusar a Rússia de atividades que, segundo eles, são desestabilizadoras”, embora tenha enfatizado que Moscou considera que “ainda há tempo para criar um clima que evite uma corrida armamentista, com os riscos crescentes de um conflito aberto no espaço sideral”.

As declarações de Riabkov ocorreram um dia depois de o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, destacar a importância de que o espaço sideral “esteja livre de armas”, depois que Washington confirmou a referida implantação de armas de “controle espacial” em órbita para “defender” o país contra “ações hostis de adversários”.

“Acreditamos que o espaço sideral deva estar livre de qualquer tipo de arma”, disse o porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, que ressaltou que Moscou “espera uma ampla consolidação internacional para dar continuidade ao trabalho e promover as posições a favor da desmilitarização completa do espaço”.

Essas reações por parte das autoridades do país euro-asiático ocorrem depois que o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, confirmou a implantação e destacou que Washington “está preparada para enfrentar os desafios de ameaças em evolução, onde quer que elas surjam”. “Os Estados Unidos contam agora com armas de controle espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis de adversários”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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