Publicado 03/07/2026 08:44

A Rússia afirma que a acusação na Alemanha contra um ucraniano por sabotar o Nord Stream aponta diretamente para Kiev

RÚSSIA, MOSCOU – 24 DE JUNHO DE 2026: O porta-voz do presidente russo Putin, Dmitry Peskov, participa de uma sessão intitulada “Cenários para a ordem mundial em meados do século XXI” no 12º Fórum Internacional “Primakov Readings”
Europa Press/Contacto/Sergei Fadeichev

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin avaliou a recente acusação na Alemanha contra um cidadão ucraniano por sua participação no planejamento do sabotagem ao gasoduto Nord Stream como uma demonstração do “envolvimento do regime de Kiev”, o que, além disso, confirma o que vinham denunciando “desde o início desta história”.

O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, destacou que essa decisão do Ministério Público alemão, que em sua acusação aponta que o indiciado “seguia ordens” da Ucrânia, confirma a versão de Moscou, bem como o “envolvimento do regime de Kiev e do Estado ucraniano em atividades terroristas, conforme informou a agência TASS.

Peskov destacou o “paradoxo” de que tal sabotagem tenha danificado “infraestruturas críticas da União Europeia”, enquanto a Ucrânia anseia por se juntar ao bloco, que, além disso, financia o “aparato militar” ucraniano.

“Os países da UE deveriam levar este caso em consideração ao debaterem as perspectivas de adesão da Ucrânia à UE”, avaliou Peskov, destacando o papel da Alemanha nesta questão, já que, juntamente com a Rússia, ela se encarregou de financiar a construção desses dois gasodutos que compõem o Nord Stream.

Nesta semana, o Ministério Público alemão indiciou o cidadão ucraniano Serhi K. por sua suposta participação na sabotagem dessas instalações em 2022. Preso no verão de 2025 na Itália e extraditado meses depois para a Alemanha, “ele era oficial do Exército ucraniano em 2022” e é acusado de “cumplicidade em um crime de guerra”.

“Após o início da guerra, no final de fevereiro de 2022, tanto ele quanto outros militares agiram em nome das autoridades estatais ucranianas, elaborando um plano para destruir os gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, que vão da Rússia até Lubmin, na Alemanha, passando pelo Mar Báltico”, afirmou o Ministério Público.

A detonação ocorreu em 26 de setembro de 2022, perto da ilha dinamarquesa de Bornholm, em frente à costa sueca. O Nord Stream 1 já havia sido utilizado anteriormente para fornecer gás russo à Alemanha, enquanto o Nord Stream 2 nunca chegou a entrar em operação após a invasão da Ucrânia.

Em outubro de 2025, um tribunal polonês recusou a extradição para a Alemanha e decidiu pela libertação de outro suspeito de participar desses ataques. Trata-se de um cidadão ucraniano, instrutor de mergulho, identificado como Volodimir Z.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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