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MADRID 1 out. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin advertiu na quarta-feira que o confisco de bens russos congelados não só traria repercussões legais contra aqueles que o fizessem, mas também o fim da confiança no princípio da propriedade privada, em uma mensagem que coincide com a reunião informal dos líderes da União Europeia para discutir esta e outras medidas de apoio à Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as medidas agiriam como um "bumerangue" e "atingiriam seriamente" os países que têm ativos congelados - que a Ucrânia quer reconstruir o país após a guerra - e aqueles interessados em continuar a receber investimentos estrangeiros.
"Esse é um passo em direção à completa destruição da confiança no princípio da inviolabilidade da propriedade", disse Peskov, alertando que a Rússia tomará medidas para punir criminalmente aqueles que assumirem esse papel.
"Se alguém quiser roubar nossa propriedade, nossos ativos, apropriar-se indevidamente deles e lucrar com eles, então os envolvidos, de uma forma ou de outra, serão processados; todos eles serão responsabilizados", disse ele, segundo a Interfax.
Peskov estava respondendo ao anúncio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de que 2 bilhões de euros em ativos russos congelados seriam transferidos para a Ucrânia. Essa é uma medida que não obteve consenso na UE, como confirmaram as autoridades da UE.
"É claro que isso não pode ficar sem resposta", disse o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin.
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