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MADRID, 2 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se pronunciou radicalmente no domingo contra o possível envio de forças europeias para o território ucraniano, como o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, vêm considerando há algum tempo, assegurando que essa decisão representaria um novo "incitamento" à guerra.
"Macron e Starmer há muito tempo vêm brincando com ideias como o treinamento de milhares de soldados da paz", disse Lavrov, "mas esse plano de trazer 'soldados da paz' para a Ucrânia nada mais é do que um novo incitamento do regime de Kiev à guerra contra nós".
Lavrov, falando ao conglomerado de mídia russo Krasnaya Zvezda e relatado pelo Ministério das Relações Exteriores, lamentou que "ninguém tenha perguntado" à Rússia sobre essa possibilidade e aplaudiu a atitude a esse respeito exibida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, "que disse que ainda era muito cedo para falar sobre essa questão e que o consentimento de todas as partes era necessário, porque ele é um homem que entende tudo".
A entrevista foi publicada no mesmo dia em que uma cúpula de líderes europeus começa em Londres para discutir uma proposta de cessar-fogo elaborada por Londres, Paris e Kiev, com a intenção final de que uma delegação de negociação dos EUA a leve ao governo russo para avaliação. A reunião também discutirá a criação de uma coalizão de países para acelerar a resposta europeia à guerra na Ucrânia e garantir a segurança continental.
O ministro das Relações Exteriores também dedicou parte de seus comentários para abordar as origens históricas do atual conflito na Ucrânia, denunciando que "os europeus pisotearam os Acordos de Minsk", o esforço de paz malsucedido para acabar com os combates entre a Ucrânia e, na época, as forças pró-russas nas repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Luhansk.
"Seus coautores, nossos vizinhos ocidentais, não tinham intenção de honrar esses acordos", disse Lavrov, antes de acusar a Europa de "levar ao poder com baionetas" primeiro o ex-presidente ucraniano pró-europeu Petro Poroshenko e depois o atual presidente, Volodymyr Zelensky, a quem Lavrov chamou de "nazista puro".
"Zelensky foi levado ao poder com baionetas e agora quer usá-las novamente na forma das chamadas 'forças de manutenção da paz', que não vão fazer com que as causas fundamentais desse conflito desapareçam", acrescentou o ministro das Relações Exteriores da Rússia.
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