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MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O embaixador da Rússia na ONU, Vasili Nebenzia, ameaçou nesta segunda-feira o presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski, de continuar perseguindo seus objetivos pela via militar caso ele não abandone sua “linguagem grosseira” e seus “ultimatos” contra seu país.
“Até que Zelenski compreenda plenamente a falácia de seu discurso, alcançaremos nossos objetivos não por vias políticas ou diplomáticas, mas militares”, advertiu Nebenzia durante uma intervenção na sessão do Conselho de Segurança realizada nesta segunda-feira, na qual criticou, seu entender, linguagem “grosseira” e de “ultimatos” do presidente ucraniano.
Nessa linha, após afirmar que, enquanto Zelensky não abandonar tais modos, “não há forma” possível de “falar em negociações reais”, o embaixador criticou duramente a carta aberta do presidente ucraniano ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, na qual oferece a possibilidade de se reunirem em um país terceiro, cara a cara, para pôr fim ao conflito entre ambos.
Especificamente, ele se referiu a ela como uma “provocação desajeitada” destinada a, segundo ele, mascarar as tentativas de Kiev de minar qualquer perspectiva de negociação. “Isso revela sua verdadeira face neonazista”, afirmou ele, criticando o que classificou como “diplomacia do megafone”.
“Não se trata, de forma alguma, de uma iniciativa de paz, mas de uma provocação desajeitada destinada a camuflar as tentativas desesperadas de Kiev de obstruir qualquer negociação para encontrar vias de resolução do conflito”, defendeu Nebenzia, após o que sustentou que “sob o pretexto de pedir um diálogo e na esperança de obter o efeito midiático que buscava, Zelensky não faz mais do que repetir velhas ameaças e propaganda”.
Tais “manobras sem escrúpulos”, precisou ele, são “muito claras e evidentes” e não só “não aproximam a paz”, mas, em sua opinião, “apenas confirmam a incapacidade de negociar da gangue neonazista entrincheirada em Kiev”.
Os termos empregados durante a intervenção do alto representante russo perante o Conselho de Segurança não são novos, na medida em que já neste domingo a presidência russa questionou as intenções de Zelensky, criticando a carta divulgada com grande alarde, que o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, classificou como um exercício de vaidade.
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