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MADRI, 31 ago. (EUROPA PRESS) -
Os serviços de inteligência da Rússia acusaram nesta segunda-feira a União Europeia (UE) e “países europeus de destaque” de colocar em prática uma “estratégia em grande escala” para “desestabilizar” a situação no país, tendo em vista as eleições legislativas que ocorrerão entre 18 e 20 de setembro.
O Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR) destacou, por meio de um comunicado, que “os chamados defensores europeus da lei e da democracia”, aos quais não se refere diretamente, “estabeleceram um duplo objetivo: perturbar o processo eleitoral normal e desacreditar os resultados da votação em todos os níveis da campanha eleitoral”.
Assim, denunciou que a cúpula da Coalizão de Voluntários, realizada em 13 de julho, incluiu “apelos dos europeus ao regime de Kiev para que intensifique suas sabotagens e ataques terroristas” contra a Rússia, além de “discussões sobre planos para ataques cibernéticos contra a infraestrutura eleitoral” na Rússia.
“A divulgação de teses sobre a ‘ilegitimidade e ilegalidade’ da votação, que nem mesmo foi realizada, foi confiada a estruturas estrangeiras da oposição russa que não fazem parte do sistema”, afirmou o órgão, que aponta até mesmo para “um apoio financeiro” a algumas dessas plataformas para “instar ativamente os russos a boicotarem as eleições e a comunidade internacional a rejeitar antecipadamente o reconhecimento dos resultados”.
Nesse sentido, assegurou que dispõe de informações que indicam que o Parlamento Europeu “se prepara para emitir comunicados declarando que não reconhece os resultados eleitorais na Rússia devido a ‘graves violações durante sua preparação e realização’”, embora tenha destacado que isso não impedirá que “os cidadãos russos votem”.
“A Rússia sabe como contra-atacar, não apenas contra os agressores na frente externa, mas também contra suas tentativas inúteis de minar nosso país por dentro”, concluiu o SVR em relação às referidas eleições, nas quais estarão em jogo as 450 cadeiras da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento do país euro-asiático.
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