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MADRI, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
A administradora da usina nuclear de Zaporizhia, que está sob controle da Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, acusou nesta quinta-feira as forças ucranianas de lançarem um ataque com drones contra um depósito de combustível nuclear usado nas instalações, um incidente que não resultou em vítimas e “sem danos significativos”.
Assim, em comunicado publicado nas redes sociais, a empresa indicou que o ataque ocorreu na quarta-feira e acrescentou que “não foram registrados impactos ambientais” em decorrência do incidente, sobre o qual Kiev ainda não se pronunciou. “Os níveis de radiação na usina e em seus arredores estão dentro dos limites normais”, acrescentou.
“Vale ressaltar que um ataque a uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado é uma ação extremamente perigosa e inaceitável, cujas consequências, caso a infraestrutura de combustível nuclear usado seja danificada, poderiam ser graves”, explicou.
Nesse sentido, ele enfatizou que “qualquer impacto nos sistemas e estruturas que garantem o armazenamento seguro do combustível nuclear usado representa uma ameaça potencial à segurança nuclear e radiológica”, ao mesmo tempo em que destacou que sua equipe “está adotando todas as medidas necessárias para garantir o funcionamento seguro da usina”.
As autoridades russas acusaram, em várias ocasiões, o Exército da Ucrânia de lançar ataques contra a usina nuclear de Zaporiyia — a maior da Europa — e seus arredores, e alertaram para o risco de um acidente nuclear, embora Kiev atribua a Moscou esse tipo de incidente. Por sua vez, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu que esses ataques sejam evitados devido aos riscos associados.
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