Publicado 04/04/2025 07:08

A Rússia acusa a Ucrânia de outros seis ataques a instalações de infraestrutura energética russa

O presidente russo Vladimir Putin durante uma reunião por videoconferência no Kremlin (arquivo)
Europa Press/Contacto/Vyacheslav Prokofyev/Kremlin

MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -

Autoridades russas acusaram nesta sexta-feira a Ucrânia de lançar seis ataques a instalações de infraestrutura energética nas últimas 24 horas, um dia depois de Moscou acusar Kiev de tentar prejudicar o diálogo Rússia-EUA com tais ataques.

"Nas últimas 24 horas, o regime de Kiev realizou seis ataques a instalações de infraestrutura energética russa", disse o Ministério da Defesa russo em sua conta no Telegram, detalhando que quatro deles estão localizados na região de Bryansk, enquanto os outros dois estão em Tambov e Lipetsk.

Ele ressaltou que esses ataques fizeram com que o fornecimento de gás e eletricidade fosse cortado em vários pontos dessas regiões, embora não tenha comentado sobre possíveis vítimas.

"Por mais de duas semanas, as forças armadas ucranianas têm atacado unilateralmente a infraestrutura energética russa diariamente, ignorando o compromisso expresso em público pelo (presidente ucraniano Volodymyr) Zelensky de interromper esses ataques a partir de 18 de março", acrescentou em sua declaração.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse na quinta-feira que o "regime de Kiev está focado exclusivamente em acabar com o diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos", que foi lançado após a chegada de Donald Trump à Casa Branca em janeiro, e apontou que, para atingir esse objetivo, o governo ucraniano recorre a "ataques diários às instalações de energia russas".

"Desde 18 de março existe uma moratória de ataques ao sistema energético acordada pela Rússia e pelos Estados Unidos. Observamos que desde essas datas foi realizada uma série de ataques concretos contra a infraestrutura russa que (...) constituem claramente uma provocação", advertiu durante uma coletiva de imprensa, sem que Kiev respondesse a essa crítica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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