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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas criticaram nesta sexta-feira a Ucrânia e a Europa por, em sua opinião, não estarem envolvidas na resolução do conflito na Ucrânia, após a guerra em grande escala iniciada por Moscou em fevereiro de 2022, afirmando que não há “condições reais” que permitam o fim da guerra.
“Do ponto de vista da Rússia, a janela de oportunidade implica abordagens e condições reais nas quais o conflito possa ser encerrado por meios políticos e diplomáticos”, afirmou o embaixador em Missão Especial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Rodion Miroshnik, em uma coletiva de imprensa divulgada pela agência de notícias estatal TASS.
Segundo o diplomata russo, Moscou não percebe passos “nem por parte da Ucrânia nem da Europa” em direção à paz, ressaltando que, em particular, os líderes europeus “não fizeram uma única proposta para uma resolução pacífica do conflito”.
Da mesma forma, ele denunciou que os aliados ocidentais da Ucrânia continuam anunciando “enormes somas para apoiar Kiev e continuar o derramamento de sangue”, embora tenha ressaltado que a questão energética e o aumento dos preços vão gerar um dilema entre essas nações.
Segundo ele, elas terão que escolher qual prioridade selecionar: “apoiar seus próprios países, pagar preços altos pelos recursos energéticos para si mesmas ou continuar financiando o regime de Kiev e o derramamento de sangue”.
AUMENTAR A PRESSÃO MILITAR
Miroshnik justificou assim a intensificação dos ataques russos contra o país vizinho, sinalizando que, neste contexto de guerra, a Rússia “tomará medidas máximas para proteger sua população civil e impedir que Kiev cometa crimes de guerra”.
“Não vemos outros meios de pressão por este lado: apenas a pressão militar até que haja uma vontade consciente de sentar-se à mesa de negociações e acordar um possível fim do conflito e a eliminação das ameaças provenientes da Ucrânia que atualmente existem contra a Rússia”, enfatizou o embaixador em Missão Especial da Rússia.
Essas palavras surgem depois que a União Europeia superou o veto da Hungria a qualquer aproximação com a Ucrânia, após a derrota eleitoral de Viktor Orbán, e os 27 desbloquearam nesta quarta-feira o empréstimo europeu de 90 bilhões de euros para manter a Ucrânia à tona no campo de batalha, ao mesmo tempo em que deram luz verde à adoção do vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
Seguindo esse impulso, os líderes da UE decidiram, no âmbito de sua cúpula informal realizada em Chipre, discutir a abertura formal dos primeiros capítulos de negociação com a Ucrânia para sua adesão ao clube comunitário, após enfatizarem que é hora de “olhar para frente e preparar o próximo passo” de Kiev em seu caminho para o bloco.
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