Kay Nietfeld/dpa - Arquivo
MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas acusaram nesta quinta-feira o serviço de inteligência da Ucrânia de estar por trás do “assassinato” do chefe do batalhão pró-Rússia destacado na região ucraniana do Donbass e conhecido como Arbat, Armen Sarkisian, no contexto de um atentado a bomba ocorrido no início de fevereiro de 2025 em Moscou, a capital russa.
O Comitê de Investigação da Rússia indicou, após uma série de investigações, que “pessoas não identificadas entre os funcionários do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) elaboraram um plano para cometer um ato terrorista no território de Moscou”.
Assim, esclareceu que o alvo do atentado era Sarkisian, que “se opôs ao golpe de Estado na Ucrânia ocorrido em fevereiro de 2014”, segundo o texto, que faz referência aos intensos protestos registrados na época no país e conhecidos como Euromaidán, manifestações pró-Europa que levaram à queda de Viktor Yanukovich como presidente da Ucrânia por ter reforçado os laços com a Rússia.
Nesse sentido, ele destacou que, para “cometer tal crime, foi formado um grupo que incluía várias pessoas que vigiavam a vítima, estudavam suas rotas e itinerários e sua segurança”. Além disso, também gravaram vídeos dela, de acordo com informações coletadas por agências de notícias russas.
Um dos suspeitos teria sido responsável pelo transporte e armazenamento do artefato explosivo improvisado utilizado no ataque, o qual foi acionado remotamente após receber a confirmação de que a vítima se encontrava nas proximidades.
“Como resultado da detonação, Armen Sarkisian e o autor do crime, Paruir Matevosian, morreram no local. Duas vítimas sofreram ferimentos graves e outra sofreu ferimentos moderados", afirmou o Comitê de Investigação.
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