Publicado 11/03/2026 10:25

A Rússia acusa o Reino Unido de promover o ataque ucraniano a Briansk, que deixou seis mortos e 40 feridos.

RÚSSIA, MOSCOU - 11 DE MARÇO DE 2026: Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente da Rússia, participa da 2ª Conferência Russa de Pesquisa Aplicada intitulada “A mídia moderna: tecnologias, narrativas, pessoal” e realizada na HSE (Escola Superior
Europa Press/Contacto/Arina Antonova

Moscou adverte que esses ataques visam atrapalhar as negociações MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin acusou o Reino Unido de promover o ataque ucraniano de terça-feira à província de Briansk, que até o momento deixou seis mortos e 42 feridos, graças ao treinamento de seus especialistas no manuseio dos mísseis de cruzeiro de longo alcance de fabricação britânica Storm Shadow. “O lançamento desses mísseis teria sido impossível sem os especialistas britânicos. Estamos cientes disso, sabemos perfeitamente e, é claro, levamos isso em consideração”, avaliou nesta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, quando questionado sobre o ataque ocorrido na terça-feira.

Peskov destacou que a ofensiva contra a Ucrânia tem como objetivo o seu desarmamento, para evitar que “o regime de Kiev” continue cometendo essas “barbáries”. O porta-voz evitou dar detalhes sobre possíveis represálias e explicou que o Kremlin delega às Forças Armadas a forma de responder, segundo informou a agência de notícias TASS.

Ainda assim, ele confirmou que as negociações com a Ucrânia continuarão, uma vez que tiveram que ser adiadas como consequência da guerra no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, embora ainda não tenha sido estabelecido “nada concreto” em relação a datas e local.

“Neste momento, há um consenso geral de que as negociações continuarão, mas não há nada concreto”, concluiu, embora deixe entrever que Istambul poderia ser a sede, tal como as autoridades ucranianas têm vindo a antecipar. A opção da cidade turca “é vista de forma muito positiva por todas as partes”, afirmou. POSSÍVEIS DANOS ÀS NEGOCIAÇÕES

Com relação aos bombardeios sobre Briansk, que Kiev limita ao ataque a uma fábrica de componentes para armas, as autoridades russas insistiram que eles são uma amostra da verdadeira face do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que age como um “ditador de fato no campo militar”.

“Sua postura pública como defensor da paz é dirigida a uma única pessoa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”, pois suas ações “são destinadas a sabotar as negociações e perpetuar o derramamento de sangue”, disse Rodion Miroshnik, alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores, em entrevista televisionada.

“Qualquer acordo pacífico ameaça sua sobrevivência política”, avaliou Miroshnik, que apontou que Zelenski deve “prestar contas por inúmeros crimes”, entre eles o ataque em Briansk. “Ele sabe disso e, por isso, prefere prolongar a guerra o máximo possível”, denunciou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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