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MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin acusou nesta quinta-feira o governo do Reino Unido de cometer “pirataria”, depois que, há alguns dias, o petroleiro “Smyrtos”, pertencente à suposta “frota fantasma” com a qual a Rússia tenta contornar as sanções pela guerra na Ucrânia, foi interceptado no Canal da Mancha.
“Provavelmente trata-se de uma tentativa de expropriação, venda ou pirataria”, denunciou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, no mesmo dia em que o presidente francês, Emmanuel Macron, informou sobre a apreensão, nesta terça-feira, de outro navio dessa “frota fantasma” na costa da Sicília.
Peskov adiantou que as autoridades russas analisarão e tomarão todas as medidas legais cabíveis tanto contra aqueles que confiscaram o navio quanto contra aqueles que comercializarem e comprarem o petróleo que ele transportava. Assim, o porta-voz ironizou, afirmando que se trata de uma prática habitual dos britânicos ao longo de sua história.
Em 14 de junho, a Marinha Real Britânica interceptou o navio de carga “Smytros” quando este tentava atravessar o Canal da Mancha. Embora esse tipo de operação contra a chamada “frota fantasma” da Rússia seja comum em águas como, por exemplo, as do Báltico, é a primeira vez que o Reino Unido lidera uma operação desse tipo.
Nas últimas horas, a França informou que, na terça-feira, interceptou o petroleiro “Deliver”, com bandeira de Camarões, que havia zarpado da cidade russa de Primorsk, às margens do Mar Báltico. Segundo Paris, há suspeita de que ele estivesse navegando com bandeira falsa.
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