Publicado 29/07/2026 07:56

A Rússia acusa Pavel Durov, fundador do Telegram, de terrorismo

Archivo - Arquivo - 27 de agosto de 2024: FOTO DE ARQUIVO: Pavel Durov é o fundador, proprietário e CEO do Telegram. Ele deixou a Rússia em 2014, após perder o controle de sua empresa anterior por se recusar a entregar dados sobre manifestantes ucranianos
Europa Press/Contacto/La Nacion - Arquivo

MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia informou nesta quarta-feira que o fundador do Telegram, Pavel Durov, foi acusado de terrorismo por não ter removido da plataforma canais e usuários que eram utilizados pelos serviços ucranianos para organizar ataques e sabotagens contra o país.

As autoridades russas informaram que Durov foi incluído em sua lista de pessoas procuradas internacionalmente. O fundador do Telegram, que nasceu em São Petersburgo há 41 anos, reside atualmente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde fica a sede dessa rede de mensagens.

O FSB explicou que os serviços ucranianos utilizaram “inúmeros” canais, grupos de conversa e usuários “para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas na Rússia”, causando “inúmeras vítimas” e “danos materiais na casa dos milhões”.

Já em fevereiro, as autoridades russas alertaram que o Telegram, cujo uso começou a ser restringido a partir de agosto de 2025, continuava sem cumprir a legislação. Por isso, desde o início deste ano, a Rússia impôs a essa plataforma multas de até 100 milhões de rublos (1,1 milhão de euros) por não remover conteúdo considerado proibido pela lei russa.

Não é a primeira vez que a empresa e seu fundador se envolvem em problemas legais. Já em 2024, Durov foi detido na França, embora tenha sido libertado pouco tempo depois, por não ter impedido que redes criminosas usassem sua plataforma para cometer crimes, como tráfico de drogas, abuso de menores e fraude.

Durov continua sob investigação na França, onde precisa se apresentar periodicamente às autoridades. Ele foi libertado após pagar uma fiança de 5 milhões de euros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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