Publicado 21/03/2025 15:46

A Rússia acusa o Ocidente de ignorar as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo ucraniano

Archivo - MOSCOU, 14 de janeiro de 2025 -- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fala durante sua conferência de imprensa anual em Moscou, Rússia, em 14 de janeiro de 2025.
Europa Press/Contacto/Alexander Zemlianichenko Jr

MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou as potências ocidentais por levantarem suas vozes em casos de violações dos direitos humanos cometidas pela Venezuela, Irã e outros países, mas permanecerem em silêncio quando são as autoridades ucranianas que estão violando os direitos fundamentais.

"Chamamos a atenção do Ocidente para o fato de que, ao falar sobre qualquer outro problema na Venezuela, Coreia do Norte, Irã, Índia ou Arábia Saudita, praticamente em qualquer país, eles reclamam dos direitos humanos (...) Mas em relação à Ucrânia, os direitos humanos nem sequer são mencionados", disse Lavrov.

O ministro russo denunciou o fato de que o governo ucraniano é "o único país do mundo" onde foram aprovadas leis que proíbem "um dos idiomas oficiais das Nações Unidas" - em referência ao russo - e que os países do Ocidente, juntamente com as mais altas autoridades da ONU, "permanecem em silêncio".

Lavrov disse isso em uma entrevista para um conglomerado de mídia e relatada pela TASS, na qual ele denunciou o fato de que o Secretário-Geral da ONU, agora nas mãos do português António Guterres, foi "privatizado" e que um grande número de cargos de alto nível é ocupado por países da OTAN.

"Eles não têm vergonha de pertencer à aliança, contrariando o artigo 100 da Carta da ONU, que exige que eles não recebam instruções de nenhum governo e sejam imparciais", disse Lavrov, acusando a ONU de seguir as ordens do bloco atlântico, o principal rival político e militar da Rússia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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