Publicado 09/09/2026 23:31

A Rússia acusa o Japão de tentar “reescrever a história” ao pedir a remoção de um monumento sobre a Segunda Guerra Mundial

RÚSSIA, REGIÃO DE MOSCOU – 28 DE AGOSTO DE 2026: A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, discursa durante um diálogo aberto intitulado “Uma guerra cognitiva: como deixar de se ver pelos olhos dos outros” no âmbito de
Sergei Karpukhin / Zuma Press / Europa Press

MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou “mais uma tentativa de reescrever a história do militarismo japonês” por parte das autoridades japonesas, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, exigiu neste sábado a remoção de um monumento recém-inaugurado na cidade de Khabarovsk, no Extremo Oriente da Rússia, que comemora a vitória da União Soviética sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial e retrata um soldado destruindo a flor de crisântemo, símbolo japonês.

“As exigências de Tóquio em relação ao monumento de Jabárovsk não passam de mais uma tentativa de reescrever a história do militarismo japonês”, repreendeu a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajarova, em declarações divulgadas nas redes sociais pelo próprio ministério.

Além disso, a representante de Moscou criticou o fato de as autoridades japonesas “pedir” que se “compreenda e perdoe os crimes atrozes cometidos sob o emblema do crisântemo”.

Zajárova se pronunciou dessa forma em resposta ao apelo de Takaichi às autoridades russas para que removessem o referido monumento em Jabárovsk, alegando que a flor de crisântemo “é amplamente reconhecida como o emblema que simboliza o Japão”, razão pela qual considerou “absolutamente inaceitável” que a escultura represente sua destruição.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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