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MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou os países ocidentais de bloquear qualquer tentativa de esclarecer o que “realmente” aconteceu durante o massacre ucraniano de Bucha, ocorrido em 2022, logo após o início da invasão russa da Ucrânia.
“Já estamos cansados de chamar a atenção desses funcionários para o caso de Bucha. O Ocidente, juntamente com o secretário-geral da ONU e os responsáveis do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, sabotam qualquer tentativa de obter informações sobre o que realmente aconteceu lá”, afirmou Lavrov em uma coletiva de imprensa.
O ministro russo destacou que Moscou não conseguiu obter dos representantes dos países ocidentais nenhuma informação a respeito, declarações que surgem apenas alguns dias depois de o representante permanente da Rússia na ONU, Vasili Nebenzia, ter afirmado que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, não respondeu a nenhuma das perguntas feitas sobre o suposto envolvimento de militares russos em assassinatos de civis em Bucha, apesar de Kiev estimar que o número seja superior a 400.
No início de abril de 2022, a Ucrânia e vários meios de comunicação internacionais divulgaram inúmeras imagens de câmeras e satélites nas quais apareciam supostos cadáveres de civis nas ruas de Bucha, que esteve sob o controle das tropas russas desde o final de fevereiro até 30 de março de 2022.
A então procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, afirmou que, no total, as autoridades encontraram 410 corpos de civis na localidade, situada na periferia de Kiev, capital do país.
Desde então, as autoridades russas têm afirmado que se trata de uma “montagem” e de uma “provocação”, negando, portanto, que os moradores da região tenham sofrido abusos enquanto a localidade permanecia sob controle russo.
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