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MADRID 6 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas acusaram nesta sexta-feira o governo da Armênia de atentar contra a democracia ao excluir os partidos da oposição das eleições parlamentares e alertaram que essa decisão também prejudica o direito dos cidadãos armênios de decidir sobre o futuro de seu país, ao mesmo tempo em que instaram a comunidade internacional a agir diante de tal “violação flagrante das normas legais” do país.
“Chegam-nos informações de que, em vez de uma campanha eleitoral em conformidade com as leis e normas, está sendo travada uma luta contra os procedimentos democráticos. Vemos tentativas por parte das autoridades armênias de cometer um crime contra a democracia: tomar a decisão de excluir das eleições o maior movimento de oposição, Armênia Forte, bem como, possivelmente, o partido Armênia Próspera”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em declarações à imprensa.
Na mesma linha, Zakharova observou que, entre outras formas de exercer pressão contra a oposição, o governo armênio teria recorrido a “prisões, assédio, confisco de propriedades e perseguição contra a Igreja Apostólica Armênia”.
"Se esse cenário antidemocrático for implementado (...), os cidadãos armênios serão privados do direito de escolher o futuro de seu país, o que, consequentemente, colocará em dúvida a legitimidade do processo eleitoral em geral", insistiram no Kremlin.
Nesse contexto, a representante do Ministério das Relações Exteriores destacou o que chamou de “estruturas internacionais especializadas”, como o Observatório Internacional para a Defesa dos Direitos Humanos (OIDDH) da OSCE, às quais ela repreendeu por se limitarem a “guardar silêncio” ou “expressar sua preocupação” diante desse tipo de circunstância, que viola “os interesses de todo um povo”.
“Esperamos que em Yerevan, não apenas com palavras, mas também com ações, sejam seguidos os procedimentos democráticos, aos quais até agora se referem em todas as oportunidades”, declarou Zajarva.
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