Publicado 28/07/2025 09:22

A Rússia acredita que o acordo comercial entre os EUA e a UE afetará a industrialização da Europa

RÚSSIA, REGIÃO DE MOSCOU - 28 DE JULHO DE 2025: Sergei Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia, discursa no Fórum Educacional da Juventude Russa Territoriya Smyslov [Terra Scientia] em Solnechnogorsk, a noroeste de Moscou
Europa Press/Contacto/Sergei Fadeichev

MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, descreveu o acordo ratificado no domingo pelos Estados Unidos e pela União Europeia como "prejudicial" para a Europa, pois levará à desindustrialização do continente, bem como à "fuga de investimentos" e a um maior gasto com energia.

Lavrov disse que o acordo, que também inclui tarifas de 15% sobre as exportações europeias, é tão prejudicial para a Europa que Moscou "nem precisa discuti-lo", disse ele em um evento na capital russa, informou a agência de notícias Interfax.

"É óbvio que os recursos energéticos americanos serão muito mais caros do que os russos e que essa abordagem levará a uma maior desindustrialização e à fuga de investimentos da Europa para os Estados Unidos", teorizou o ministro.

As consequências disso, advertiu ele, seriam um "duro golpe" para a indústria e a agricultura europeias, e ele criticou o fato de que alguns líderes em Bruxelas, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, "se gabam de seguir esse caminho", críticas que já foram ouvidas em outras capitais europeias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e von der Leyen selaram no domingo um novo acordo comercial que, além das tarifas de 15%, inclui investimentos europeus nos Estados Unidos no valor de US$ 600 bilhões, ou compras de energia no valor de US$ 750 bilhões, bem como a aquisição de uma "enorme" quantidade de equipamentos militares americanos.

Diante das críticas, Bruxelas argumentou que esse é o "melhor acordo" para evitar uma guerra comercial com os Estados Unidos e proporciona "estabilidade", além de abrir as portas para uma "colaboração estratégica".

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