Lorena Sopêna - Europa Press
BARCELONA, 26 abr. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do ERC no Congresso, Gabriel Rufián, considera que houve uma “regressão” dentro da direita independentista, especialmente no Junts, que está levando o ERC a posições de muitos anos atrás: “Eu me recuso, eu quero uma Esquerra vencedora, que entenda que este país é diverso, que entenda que tivemos um presidente fuzilado pelo fascismo, que entenda que, hoje, goste-se mais ou menos, o país que temos é o que é".
Ele explica isso em uma entrevista ao 'La Vanguardia', divulgada pela Europa Press neste domingo, onde indica que seu partido está para falar com as pessoas que voltam de “seu trabalho precário em um trem lotado, em um metrô lotado, olhando para o celular, sem ler Gramsci nem Fuster”.
Rufián afirma que a realidade atual é a expectativa de 200 deputados do PP e da “extrema direita” que pretendem fazer o mesmo que Trump na Espanha e que querem ilegalizar seu partido: “Para mim, parece negligente não dizer isso. Acho curioso que as pessoas não estejam apavoradas. Correremos o risco de que mudem praticamente toda a equipe do seu jornal. Ou que fechem a rádio e a televisão públicas na Catalunha".
"Acho incrível que as pessoas não estejam aterrorizadas. E acredito que a Esquerra Republicana está chamada, por sua história antifascista, a liderar a esquerda catalã e a inspirar a esquerda espanhola. Isso não nos torna menos independentistas".
Nesse sentido, o republicano defende que a Espanha seja bem governada enquanto a Catalunha não for independente, já que indica que apenas cerca de 50% da população catalã é a favor de um processo independentista: “Eu gosto disso? Não, mas estou ciente dessa realidade”.
CRÍTICAS CONTRA O JUNTS
Rufián afirma que deseja ao Junts um ostracismo político por anos enquanto estiver nessa deriva reacionária, votando com o PP e o Vox nos últimos dois anos contra a classe trabalhadora: “Quando o Junts diz que defende os catalães, quais catalães? Os ricos? Votar contra que as pessoas trabalhem meia hora a menos, que tenham um pouquinho mais de tempo para viver, me parece terrível.
Sobre essa formação, ele também critica que ela vá derrubar um decreto que visa salvar três milhões de pessoas de serem despejadas: “Merece toda a minha repreensão”.
MORADIA E CONDIÇÕES DE VIDA
Rufián reconhece que falharam na área da habitação e das condições de vida: “Digo isso sem rodeios. A esquerda falhou em duas coisas: a habitação e as condições de vida. É indecente que o óleo neste país cause alarme. Por mais que os indicadores macroeconômicos estejam indo muito bem, não faz sentido que as pessoas tenham que lidar com os preços que estão enfrentando”.
Especificamente sobre a habitação, o republicano defende tributar “de forma exorbitante” a compra de imóveis especulativos e cita como exemplo o modelo da Holanda ou de Cingapura a partir do terceiro imóvel.
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