Publicado 08/06/2026 07:15

Rufián considera "correto" o discurso do Papa e critica o PP e o Vox por aplaudirem o que "vetam" no Congresso

(da esquerda para a direita) O presidente do Vox, Santiago Abascal; o porta-voz do ERC no Congresso, Gabriel Rufián, e o porta-voz do PSOE no Congresso, Patxi López, durante a visita do Papa Leão XIV ao Congresso dos Deputados, em 8 de junho de 2026, em M
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -

O porta-voz do ERC no Congresso, Gabriel Rufián, classificou nesta segunda-feira como “correto” o discurso proferido pelo Papa Leão XIV no Congresso, e criticou duramente o PP e o Vox por aplaudirem as palavras do pontífice sobre o bem comum ou a imigração, que, em sua opinião, é o que “eles vetam com seus votos semana após semana”.

Ao sair da sessão, Rufián acrescentou que o discurso lhe pareceu “humanista”. “Hoje vivemos tempos tão loucos que a chegada do fascismo preocupa mais o Papa do que a Felipe González”, acrescentou o porta-voz parlamentar.

Em seguida, declarou-se “surpreso” com os aplausos do PP e do Vox à intervenção do Papa. “Semana após semana, eles vaiam e vetam com seus votos um discurso que fala do bem comum e que repreende aqueles que dizem que alguém é inferior por ser estrangeiro”, destacou.

MINIMIZA A OPOSIÇÃO AO ABORTO E À EUTANÁSIA

Questionado sobre outros temas abordados pelo pontífice, como a condenação do aborto e da eutanásia, Rufián disse que se trata das “posições” da Igreja Católica e, sobre a imigração, destacou que lhe pareceu “humanista”. “Estamos tão mal que é preciso dar as boas-vindas a esse tipo de discurso, e no fim das contas é puro cristianismo”, acrescentou.

Sobre o uso da palavra como arma na política, Rufián avaliou que o discurso “é muito bom, sobretudo para aqueles fiéis que o seguem e que gostam dele” e considera que a Leão XIV “podem incomodar alguns discursos de partidos políticos que se dizem crentes e muito católicos, mas o que fazem é menosprezar os pobres, porque, no fim das contas, não os incomoda quem vem de fora, mas sim quem vem de fora com pouco dinheiro”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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