Eduardo Parra - Europa Press
MADRID, 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz da Esquerra Republicana (ERC) no Congresso dos Deputados, Gabriel Rufián, garantiu que aceitaria participar da campanha eleitoral na Andaluzia caso as forças de esquerda lhe pedissem ajuda, embora tenha feito um apelo à unidade: “O que não vou fazer é um comício com cada um deles”.
Em entrevista ao programa “El Objetivo”, da La Sexta, divulgada pela Europa Press, Rufián abriu a porta para participar da campanha para as eleições de 17 de maio caso partidos como Izquierda Unida, Podemos ou Adelante Andalucía, entre outros, o convidem a participar. “Eu sigo grandes porta-vozes dessas formações políticas”, lembrou.
“Se eu puder humildemente ajudar — também não quero ser o Messias de nada —, então digo que sim. Agora, o que não vou fazer é um comício com cada um. Aqui, cada um com suas siglas, mas o antifascismo na casa de todos”, defendeu Rufián.
Em outro ponto da entrevista, ao falar sobre a proposta de uma nova frente de esquerda, ele insistiu que “não faz sentido algum que em cada província haja quase sempre duas direitas e quatorze esquerdas”.
“Não peço a ninguém que renuncie ao que é. O que peço é ordem e ciência", insistiu Rufián, que defendeu que a esquerda seja liderada pelas "esquerdas soberanistas" — como Bildu, BNG ou Compromís —, para "arrastar" o resto e alcançar uma confluência "sem que ninguém deixe de ser o que é".
Nesse ponto, questionado se mais adiante deixará de ser porta-voz republicano para integrar uma lista unificada, ele garantiu que permanecerá em seu cargo atual: “Até que me demitam”.
VÊ MORENO COMO O “FUTURO DO PP”
Por outro lado, considerou que o candidato do PP à reeleição, Juanma Moreno, é “o contrapeso” à presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, e o “futuro do Partido Popular”
“É um sujeito habilidoso que nem mesmo o escândalo das mamografias lhe custou muito. Acho que é extremamente difícil o que María Jesús Montero enfrenta”, opinou sobre a candidata socialista às eleições na Andaluzia e ainda vice-presidente primeira do Governo e ministra da Fazenda.
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