Publicado 14/05/2026 06:07

Rubio volta a questionar a utilidade da OTAN após destacar o veto “atroz” da Espanha ao uso das bases

12 de maio de 2026, Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos: O secretário de Estado dos EUA, MARCO RUBIO, sai da Casa Branca ao lado do presidente DONALD TRUMP, a caminho da China.
Europa Press/Contacto/Matt Kaminsky

MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a questionar a utilidade da OTAN para Washington, após citar como exemplo o veto “atroz” da Espanha ao uso de bases militares para lançar um ataque contra o Irã, embora tenha destacado a cooperação de países como Portugal e outros aliados da Europa Oriental.

“Uma das razões pelas quais apoiei a OTAN foi porque ela nos dava direitos de uso de bases militares. Isso nos permitia ter bases na Europa que poderíamos utilizar em caso de contingência e realmente proteger nossos interesses nacionais no Oriente Médio ou na África”, afirmou em declarações à emissora norte-americana Fox News, no âmbito de sua viagem à China ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nesse ponto, ele destacou a posição da Espanha, que recusou o uso das bases americanas na península para lançar o ataque contra o Irã. “Quando os parceiros da OTAN negam o uso dessas bases, como está sendo negado pela Espanha, por exemplo, qual é então o propósito da aliança? Esse é o problema”, alertou.

Rubio, por outro lado, destacou que outros países da OTAN foram cooperativos com Washington, como Portugal. “Eles disseram que sim antes mesmo de explicarmos qual era a questão”, disse ele, para sublinhar que também a Polônia, a Romênia, a Bulgária e “outros” ajudaram os Estados Unidos, ressaltando que, em contrapartida, a Espanha foi “atroz” e “verdadeiramente horrível” em sua postura em relação aos Estados Unidos.

“Por isso, acredito que há perguntas muito legítimas a serem feitas sobre a OTAN. E essas perguntas são: qual é o propósito? Quais são os benefícios para nós desses direitos de uso das bases se, em um momento de conflito como o que tivemos com o Irã, eles podem nos negar o uso dessas bases?”, indicou, para prosseguir dizendo que Washington está repensando sua presença na Europa. “Para que estamos lá? Apenas para protegê-los, mas não para defender nossos interesses nacionais?”, enfatizou.

Essas declarações aprofundam a desconfiança expressa por Trump em relação à Aliança Atlântica após a recusa dos parceiros europeus em apoiar a guerra no Irã. “Não precisamos da OTAN”, chegou a declarar nesta mesma semana.

O governo norte-americano pondera a retirada de 5.000 soldados americanos destacados em solo alemão, uma medida que levanta questões sobre o futuro da presença militar dos Estados Unidos na Europa e seu impacto no equilíbrio de segurança no continente.

Do lado da OTAN, o secretário-geral, Mark Rutte, evitou entrar nessas polêmicas, insistindo, apesar dos repetidos ataques dos Estados Unidos, que está “extremamente otimista” quanto ao futuro da organização e alegou o aumento dos gastos com Defesa no seio da OTAN para 2%, seguindo as exigências dos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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