Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP
MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que Washington “tem obrigações globais”, por isso reiterou que os aliados da OTAN “devem ser capazes de defender convencionalmente a maior parte de seu próprio território”.
Em declarações perante uma comissão do Senado, Rubio destacou que os Estados Unidos têm o foco voltado para a região Indo-Pacífico, estão presentes no Oriente Médio e estão envolvidos na luta antiterrorista na África.
“Existe uma crescente cooperação militar entre países em nosso próprio hemisfério ocidental, especialmente para enfrentar organizações terroristas transnacionais e ameaças semelhantes”, insistiu, referindo-se ao continente americano, para enfatizar que Washington não “dispõe de recursos militares ilimitados”. “Embora nosso orçamento seja muito grande. Eles não são ilimitados”, disse ele.
“Devemos distribuir nossos recursos e nosso pessoal de maneira sensata, e isso inevitavelmente implica priorizar algumas coisas em detrimento de outras”, observou.
Por tudo isso, Rubio enviou uma mensagem aos aliados da OTAN de que espera que eles sejam capazes de aumentar suas capacidades militares para poderem assumir sua própria segurança.
“Essa é a realidade que temos compartilhado com nossos parceiros da OTAN desde o início deste governo e sobre a qual temos consultado a cada passo do caminho”, enfatizou, para ressaltar que esses países “terão que assumir uma responsabilidade maior”.
“No mínimo, devem ser capazes de defender convencionalmente a maior parte de seu próprio território nacional soberano”, explicou o chefe da diplomacia norte-americana sobre a postura do governo de Donald Trump em relação à Aliança Atlântica.
ESPANHA SE GABAR DE NÃO APOIAR OS EUA NO IRÃ
De qualquer forma, Rubio voltou a questionar a utilidade da OTAN para Washington, após reiterar que outros Estados-membros não contribuíram para a operação norte-americana no Irã, permitindo o uso das bases.
"A utilidade da OTAN para nós é que ela nos concede direitos de uso de bases militares. Agora vivemos em um mundo em que alguns desses países — cito a Espanha como exemplo — se gabam abertamente de terem nos negado o uso dessas bases”, criticou.
Nesse sentido, ele reiterou que Washington precisa refletir se faz sentido pertencer à OTAN quando membros da Aliança “negam o uso das bases em uma situação de crise ou contingência”. “Isso leva a questionar toda a lógica da Aliança”, enfatizou.
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