Publicado 05/05/2026 17:44

Rubio minimiza as últimas críticas de Trump ao Papa Leão XIV

23 de abril de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ouve o presidente dos EUA, Donald Trump, falar com a imprensa no Salão Oval da Casa Branca. Washington, DC, EUA, 23 de abril de 2026. O pre
Europa Press/Contacto/Will Oliver - Pool via CNP

Ele esclarece que o presidente dos EUA “o que disse é que o Irã não pode ter uma arma nuclear porque a utilizaria contra locais onde há muitos católicos e cristãos”

MADRID, 5 maio (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tentou nesta terça-feira minimizar as críticas proferidas ao longo do dia pelo presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Papa Leão XIV, e negou que sua iminente visita ao Vaticano tenha como objetivo “suavizar as tensões” com a Santa Sé.

Foi o que ele afirmou em uma coletiva de imprensa na qual esclareceu que se trata de uma viagem que estava “planejada desde antes”, alegando que “há muito o que discutir com o Vaticano”.

O chefe da diplomacia norte-americana destacou que, entre os temas que pretende abordar com o pontífice, estão a preocupação “compartilhada” com a liberdade religiosa e a situação de Cuba, submetida a um bloqueio que Washington vem agravando há meses. “Recebemos seis milhões de dólares em ajuda humanitária, mas (as autoridades cubanas) não nos deixam distribuí-la. Nós a distribuímos por meio da Igreja. Gostaríamos de fazer mais (...) Portanto, há muito o que discutir”, explicou.

Questionado sobre as recentes declarações de Trump acusando Leão XIV de colocar “em perigo os católicos”, Rubio negou que “essa seja uma descrição precisa do que o presidente disse”. “O que o presidente disse basicamente é que o Irã não pode ter uma arma nuclear porque a usaria contra lugares onde há muitos católicos e cristãos, e contra outros grupos”, esclareceu.

Assim, ele considerou que “o presidente não entende por que ninguém, deixando de lado o Papa, o presidente e eu, e acho que a maioria das pessoas, não consigo entender por que alguém pensaria que é uma boa ideia que o Irã venha a ter uma arma nuclear”.

O morador da Casa Branca havia considerado, horas antes, que o Papa “está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas” durante uma entrevista concedida ao canal conservador Salem News Channel, na qual criticou que o pontífice “prefere falar que é bom que o Irã tenha uma arma nuclear”. “Não acho que isso seja bom”, afirmou.

Essas declarações surgem poucos dias antes da visita de Rubio a Roma e ao Vaticano, cujo número dois, Pietro Parolin, respondeu que Leão XIV continua em seu caminho de “pregar o Evangelho”, após ser questionado a respeito pela imprensa, conforme noticiado pelo portal Vatican News.

O Papa nunca expressou seu apoio à ideia de que Teerã deva possuir armas nucleares, embora tenha se oposto à guerra e à subsequente escalada do conflito no Oriente Médio, instando as partes a chegarem a um cessar-fogo e retomarem o caminho do diálogo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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