Publicado 24/06/2026 14:21

Rubio garante, do Kuwait, que os EUA não farão “nada” que coloque em risco seus aliados do Golfo

Ele promete “envolver” esses países nas decisões tomadas por Washington enquanto negocia com o Irã

O secretário de Estado, Marco Rubio, em um evento no Kuwait
MARCO RUBIO EN X

MADRID, 24 jun. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira, no Kuwait, que seu país não fará “nada que comprometa a segurança” de seus aliados no Golfo Pérsico, com os quais manteve “conversas muito francas e honestas” em sua curta viagem que já o levou aos Emirados Árabes Unidos.

“Não faremos nada que coloque em risco a segurança de nossos aliados — nossos aliados de longa data — na região”, afirmou em declarações à imprensa, nas quais ressaltou que o governo Trump está “totalmente alinhado” com seus parceiros do Golfo enquanto avançam as negociações com o Irã.

O chefe da diplomacia norte-americana explicou que o motivo de sua viagem aos Emirados, ao Kuwait e ao Bahrein é “agradecê-los pelo incrível apoio” prestado a Washington e, acima de tudo, para “envolvê-los nas discussões sobre cada decisão que for tomada em relação a essa negociação”.

Rubio evitou responder a que tipo de preocupações os aliados do Golfo poderiam lhe apresentar, limitando-se a afirmar que “não percebi nenhuma dúvida sobre nossas garantias de segurança, pois elas são reais, não são promessas: elas existem”.

Assim, ele destacou que o governo Trump “fala com muita franqueza” e descreveu as conversas mantidas em seu encontro com o emir do Kuwait, Meshaal al Ahmad al Sabá, como “muito francas, honestas e importantes”.

Em sua coletiva de imprensa, Rubio voltou a rejeitar qualquer cobrança de pedágio por parte das autoridades iranianas aos navios que queiram atravessar o Estreito de Ormuz, algo a que, segundo ele, “o mundo inteiro se oporá”, incluindo os países da região.

“É simples assim. O presidente (Donald Trump) já disse: isso não vai acontecer. Se (os iranianos) não cumprirem esses compromissos, o presidente tem muitas opções à sua disposição, entre elas — não estou dizendo que ele vá fazer isso, mas que poderia incluir — revogar essas sanções”, afirmou, referindo-se à isenção das sanções por um período de 60 dias, ressaltando que se trata de “uma medida temporária”.

Suas declarações ocorreram logo após a reabertura da Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, que havia suspendido suas atividades em março, logo após os Estados Unidos e Israel lançarem sua ofensiva contra o Irã, que respondeu atacando interesses do país norte-americano em seus vizinhos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado