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MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que “nenhum país” pode cobrar pedágios pela navegação em uma via navegável internacional, depois que o presidente Donald Trump sugeriu a possibilidade de fazê-lo no Estreito de Ormuz caso não se chegasse a um acordo com o Irã.
“Nenhum país tem permissão para cobrar pedágios ou taxas em uma via navegável internacional. É o que estabelece o Direito Internacional. É assim que funciona em todas as vias navegáveis internacionais e é assim que esperamos que seja aqui”, declarou ele após aterrissar em Abu Dabi, como parte de sua viagem pelos países do Golfo Pérsico.
“Não creio que tenhamos que convencer ninguém por aqui nesse sentido. Acredito que todos os países desta região concordariam conosco”, disse Rubio, cuja viagem pela região também o levará, nos próximos dias, ao Kuwait e ao Bahrein.
Apenas alguns dias depois de os Estados Unidos e o Irã terem selado um acordo preliminar para pôr fim à guerra, Trump advertiu que Washington poderia impor uma taxa de passagem no Estreito de Ormuz caso, nos próximos 60 dias, não fosse alcançado um acordo definitivo, incluindo o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Embora Trump tenha esclarecido que “não haverá pedágios no Estreito de Ormuz durante o período de 60 dias de cessar-fogo”, o contrário poderia ocorrer tanto “se o acordo não for concluído” quanto como forma de recompensar os Estados Unidos “pelos serviços prestados”, escreveu ele em suas redes sociais.
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