Publicado 11/03/2025 01:13

Rubio diz que os EUA "não darão ajuda militar aos russos".

Enviado de Trump viajará a Moscou nesta semana para se encontrar com Putin

JEDDAH, 10 de março de 2025 -- O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman Al Saud (R) se reúne com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Jeddah, Arábia Saudita, em 10 de março de 2025. O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman Al Saud
Europa Press/Contacto/Saudi Press Agency

MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que está aberto a retomar a ajuda militar à Ucrânia, assegurando que seu país "não vai (dar) aos russos", uma declaração que ele fez da Arábia Saudita, onde está programado para se reunir esta semana com a equipe de negociação do país europeu.

Questionado sobre o assunto em declarações à imprensa, ele disse que esperava ter "uma boa reunião" e "boas notícias para anunciar nesse sentido". "Posso lhes assegurar o seguinte: não forneceremos assistência militar aos russos", acrescentou.

O chefe da diplomacia norte-americana pronunciou essas palavras horas depois que o governo de Donald Trump reconheceu ter "esperanças" de que as autoridades ucranianas fechem o pacto na Arábia Saudita.

No entanto, Rubio ressaltou que "não vamos chegar a um acordo sobre minerais", já que "isso não faz parte desta conversa" e "ainda há mais detalhes a serem trabalhados". "É certamente um acordo que o presidente quer ver fechado, mas isso não precisa necessariamente acontecer amanhã", explicou.

Em relação a uma possível foto com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que se reuniu na tarde desta segunda-feira com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, ele descartou que isso aconteça porque "não acho que fará parte de nossas reuniões", nas quais estarão presentes "seu conselheiro de segurança nacional, seu ministro da Defesa e seu ministro das Relações Exteriores".

Questionado sobre uma reunião entre o presidente dos EUA e seu colega russo, Vladimir Putin, Rubio garantiu que "não há nenhuma reunião planejada no momento". "(Trump) não acredita que reuniões sejam concessões (mas) que somente conversando e se reunindo é possível progredir em questões, independentemente das discordâncias que possam ter", disse ele.

No entanto, fontes consultadas pela agência de notícias norte-americana Bloomberg confirmaram que o enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viajará a Moscou nesta semana para se reunir com Putin, no que seria sua segunda visita ao país no cargo.

Durante sua apresentação, o chefe da pasta diplomática confirmou que Witkoff não estará na Arábia Saudita esta semana. "Ele está indo para o Qatar (...) Ele também é um homem muito ocupado atualmente", disse ele sem dar mais detalhes.

Rubio reiterou que "não há solução militar para" o conflito, uma vez que "os russos não podem conquistar toda a Ucrânia e, obviamente, será muito difícil para a Ucrânia, em um período de tempo razoável, forçar os russos a voltar para onde estavam em 2014".

Por esse motivo, ele argumentou que "a única solução para essa guerra é a diplomacia" e que as autoridades dos dois países "sentam-se à mesa de negociações", depois de destacar o trabalho dos "franceses e britânicos" nesse sentido.

Sobre a ameaça da Casa Branca de impor sanções à Rússia, Rubio "espera que isso não chegue a esse ponto", embora tenha lembrado ao público que seu país "tem as ferramentas disponíveis para impor custos ao lado russo dessa equação".

O secretário de Estado fez essas observações a caminho da cidade portuária de Jeddah, onde se reuniu com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. "Agradeci a ele pela hospitalidade da Arábia Saudita em sediar as reuniões desta semana sobre a Ucrânia, enquanto pressionamos pela paz", disse ele em sua conta na mídia social X.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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