Publicado 21/05/2026 13:46

Rubio considera "baixas" as chances de se chegar a um acordo com Cuba

5 de maio de 2026, EUA, Washington: O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discursa durante uma coletiva de imprensa na Sala de Coletivas da Casa Branca, em Washington. Foto: Michael Brochstein/ZUMA Press Wire/dpa
Michael Brochstein/ZUMA Press Wi / DPA

Afirma que Havana aceitou a ajuda humanitária de 100 milhões de dólares

MADRID, 21 maio (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, considerou nesta quinta-feira como “baixas” as possibilidades de se chegar a um acordo com as autoridades de Cuba, tendo em vista sua suposta falta de abertura para mudar um sistema que ele classificou como “fracassado”.

“A preferência do presidente (Donald Trump) é sempre um acordo negociado e pacífico. Essa continua sendo nossa preferência. Quanto a Cuba, vou ser sincero: a probabilidade de isso acontecer, levando em conta com quem estamos lidando neste momento, não é muito alta”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana em declarações à imprensa antes de viajar para a Suécia para participar da reunião de ministros das Relações Exteriores da OTAN.

“Se mudarem de opinião, aqui estamos”, disse ele, sem descartar a via militar no caso de Cuba, aludindo ao fato de que o país pode representar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos devido à sua proximidade geográfica com o país.

“Seremos afetados pela crise migratória, por qualquer ato de violência e instabilidade que ocorra lá. Isso afeta diretamente os interesses nacionais dos Estados Unidos”, indicou, reiterando que a ilha fica a apenas 90 milhas, cerca de 144 quilômetros, dos Estados Unidos.

Se “houver uma ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos, o presidente “não só tem o direito, mas também a obrigação de enfrentar essa ameaça”, alegou Rubio.

"O futuro de Cuba pertence ao povo cubano, no que diz respeito à forma de governar, ao sistema e outros aspectos, mas a ameaça à segurança nacional é algo em que vamos nos concentrar 100%, porque se trata dos Estados Unidos", concluiu.

LÍDERES FECHADOS À MUDANÇA

Rubio enfatizou que Cuba é um “Estado falido” e que seu modelo “não se assemelha ao que ninguém está fazendo em nenhuma parte do mundo”. “Existem outras maneiras de fazer isso que poderiam oferecer prosperidade e oportunidades ao povo cubano”, destacou, para ressaltar que nas Bahamas, na Jamaica, na República Dominicana ou na Flórida “as pessoas têm o direito de ter um negócio, trabalhar por conta própria e poder votar em seus líderes”.

“Tudo isso é possível ao redor de Cuba, por que não é possível dentro de Cuba? E, neste momento, simplesmente não parece haver pessoas no comando do regime que estejam de alguma forma abertas a qualquer uma dessas mudanças”, concluiu.

Nos últimos dias, Washington intensificou a pressão sobre Havana. Primeiro foi o próprio Rubio quem se dirigiu diretamente ao povo cubano para propor o estabelecimento de uma “nova relação” direta, sem a tutela das autoridades da ilha, às quais acusou de “saquear bilhões de dólares”, ao que se seguiu a acusação do ex-presidente e líder histórico da Revolução, Raúl Castro, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos pelo abate, em 1996, de dois aviões civis em águas internacionais pertencentes à organização de exilados cubanos Hermanos al Rescate.

AJUDA HUMANITÁRIA A CUBA

Em relação à polêmica sobre a ajuda humanitária de 100 milhões de dólares e se as autoridades de Havana aceitam as condições desse pacote, que os Estados Unidos insistem em distribuir por meio da Igreja, Rubio garantiu que Cuba já deu “luz verde”.

“Dizem que aceitaram. Veremos se é isso mesmo que significa. Porque a questão é que não vamos prestar ajuda humanitária que acabe nas mãos de suas empresas militares, que depois ficam com tudo isso”, afirmou.

“Isso não vai funcionar assim. Estive em Roma há algumas semanas e me reuni novamente com a Igreja Católica. Eles estão dispostos a dar um passo à frente”, acrescentou o secretário de Estado, enfatizando que Washington está disposta a ajudar o povo cubano, mas canalizará a assistência por meio de organizações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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