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MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que o governo americano tentará convencer o governo chinês a assumir um papel “mais ativo” em relação à guerra no Irã e às negociações em torno dela, com o objetivo de pôr fim ao conflito.
Afirmando ter apresentado às autoridades chinesas argumentos que espera que sejam “convincentes”, o chefe da diplomacia norte-americana adiantou que a China terá a oportunidade de desempenhar esse papel “mais ativo” quando for apresentada “no final desta semana” na ONU “uma resolução que condena o Irã pelo que está fazendo no estreito”. Tudo isso enquanto Washington mantém o bloqueio imposto no estratégico estreito de Ormuz há um mês.
“É do interesse deles resolver isso”, afirmou Rubio em declarações à rede Fox, nas quais manifestou seu desejo de “convencer” o governo chinês a “desempenhar um papel mais ativo para fazer com que o Irã abandone o que está fazendo agora e o que tenta fazer no Golfo Pérsico”.
Nessa linha, o chefe da diplomacia norte-americana enfatizou que “os chineses têm navios presos” no Golfo Pérsico e que foram alvo de um ataque que atribuiu ao Irã e que, embora tenha considerado que “não foi de propósito”, acabou atingindo uma embarcação com tripulação chinesa.
“Tenho certeza de que o Irã não fez isso de propósito, mas eles fizeram. Aconteceu. E é por isso que esses navios chineses estão presos lá”, refletiu o secretário de Estado, após afirmar que “estabelecer um sistema que diga que certos navios serão deixados passar, mas outros não, é mais fácil dizer do que fazer”.
Rubio se referiu assim ao ataque confirmado em 8 de março pelas autoridades chinesas contra um petroleiro das Ilhas Marshall com tripulação chinesa no Estreito de Ormuz. Essa situação despertou uma “grave preocupação” em Pequim, a ponto de o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, destacar o “grande número de navios e tripulações que foram afetados pelo conflito e que estão encalhados na zona”.
Outra das razões pelas quais Rubio defendeu seu argumento de que é do interesse da China que a questão do Irã seja resolvida foi o fato de que sua economia “é impulsionada pelas exportações”. Nesse sentido, observando que “as economias estão afundando devido a essa crise no estreito”, o alto funcionário previu que serão comprados “menos produtos chineses” e, consequentemente, as exportações do gigante asiático “despencarão”.
Por fim, o secretário norte-americano rejeitou a teoria de que a China constitui uma “grande fonte de instabilidade”, argumentando que Pequim, em sua opinião, “ameaça desestabilizar a Ásia mais do que qualquer outra parte do mundo porque depende em grande medida do estreito para seu abastecimento energético”.
As palavras de Rubio, proferidas a bordo do Air Force One — o avião presidencial, que nesta terça-feira partiu rumo a Pequim no âmbito da visita do inquilino da Casa Branca, Donald Trump, ao país asiático para se encontrar com seu homólogo chinês, Xi Jinping — foram proferidas horas antes de os dois líderes se reunirem em uma cúpula em Pequim para abordar questões comerciais e a trégua tarifária, com a situação de Taiwan igualmente em pauta e com a guerra no Irã ainda sem solução como pano de fundo.
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