MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, garantiu nesta segunda-feira que Washington não obrigará nenhuma das partes a aceitar um acordo de paz sobre a Ucrânia que não queiram, num momento em que Kiev voltou a deixar claro que não aceitará um pacto que implique a cessão de territórios. “Não estamos tentando obrigar ninguém a aceitar um acordo que não queira aceitar. Só queremos ajudar porque acreditamos que é uma guerra incrivelmente prejudicial", afirmou Rubio em uma coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, por ocasião de sua viagem oficial a Budapeste. "Queremos fazer o que pudermos para que isso acabe", disse o chefe da diplomacia americana, que destacou que Washington foi o único ator capaz de fazer com que as partes se sentassem para negociar.
“Os Estados Unidos conseguiram fazer com que ambas as partes dialogassem”, ao contrário das Nações Unidas ou de qualquer outro país da Europa, observou o secretário de Estado. “Tudo o que estamos tentando fazer é desempenhar um papel, se possível, para chegar a um acordo” e “é o que vamos continuar fazendo”, acrescentou.
As declarações de Rubio chegam na véspera do novo diálogo a três que será mantido entre Washington, Kiev e Moscou, desta vez na cidade suíça de Genebra, no qual as duas partes em guerra já anteciparam que se tratará principalmente da situação dos territórios do sul e sudeste, ocupados pelas forças russas.
Nas últimas horas, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, voltou a insistir que não podem assinar um acordo que implique ceder parte de seus territórios. Washington propôs estabelecer uma zona franca nas áreas em disputa, o que não convence nem Moscou nem Kiev, enquanto a Rússia aspira ficar com toda a região de Donbás e outras partes do leste da Ucrânia.
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