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Araqchi critica que os EUA “entraram em uma guerra por opção em nome de Israel” MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou nesta segunda-feira que os bombardeios de seu país contra o Irã, iniciados no último sábado, foram provocados pelas pretensões de seu aliado no Oriente Médio, Israel, de atacar o território iraniano e pela possível resposta de Teerã a tal agressão.
“Estava muito claro que se o Irã fosse atacado por qualquer um — Estados Unidos, Israel ou qualquer outro — eles iriam responder, e responderiam contra os Estados Unidos”, afirmou em declarações à imprensa no Capitólio. “Sabíamos que haveria uma ação israelense. Sabíamos que isso precipitaria um ataque contra as forças americanas. E sabíamos que, se não os perseguíssemos preventivamente antes que lançassem esses ataques, sofreríamos mais baixas e talvez até mais mortes”, acrescentou o chefe da diplomacia americana.
Rubio defendeu que o presidente Donald Trump tomou uma “decisão sábia” ao ordenar os bombardeios contra o país centro-asiático, alegando que, caso contrário, “estaríamos todos aqui respondendo perguntas sobre por que sabíamos disso, que sofreríamos mais baixas e talvez até mais mortes”.
O líder da pasta diplomática fez essas declarações ao final de uma sessão em que informou ao Congresso americano sobre a campanha de ataques que, junto com Israel, deixou pelo menos 550 mortos no Irã, de acordo com a Cruz Vermelha iraniana.
Seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, respondeu a esses comentários com uma mensagem no X, na qual denunciou que “Rubio admitiu o que todos sabíamos: os Estados Unidos entraram em uma guerra por opção em nome de Israel”.
“Nunca existiu a chamada ‘ameaça’ iraniana”, acrescentou em uma breve mensagem na qual o ministro das Relações Exteriores destacou que “o derramamento de sangue tanto americano quanto iraniano é responsabilidade dos partidários do ‘Israel primeiro’”, em clara alusão ao slogan reiterado pela Casa Branca de Donald Trump de “América primeiro”.
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