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MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que a ordem do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de ocupar 70% da Faixa de Gaza, “não faz parte do plano” elaborado pelos Estados Unidos e que resultou no acordo de cessar-fogo alcançado com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em outubro do ano passado.
O chefe do Executivo israelense “fez essa declaração, mas isso não faz parte deste plano”, afirmou ao ser questionado sobre as palavras de Netanyahu durante uma audiência perante uma comissão do Senado.
“Temos um plano. Esse plano não prevê isso. E, no fim das contas, entendemos que o que queremos — e acredito que o que os israelenses desejariam em última instância — é uma Gaza governada por uma força diferente do Hamas”, acrescentou Rubio.
O chefe da diplomacia americana tentou enumerar os compromissos desse plano, quando foi interrompido pela congressista que o interrogava, a democrata Rosa DeLauro, que lhe lembrou que a ajuda humanitária não está entrando na Faixa de Gaza no ritmo acordado.
“Em primeiro lugar, o senhor falou anteriormente em seus comentários sobre a ajuda humanitária e a rapidez com que ela está sendo distribuída. Francamente, isso não tem acontecido de fato em Gaza. O plano não foi cumprido, nem a ajuda comercial, nem a humanitária está chegando”, retrucou ela a Rubio.
O secretário de Estado respondeu, garantindo repetidamente que “essa é uma afirmação falsa”. “Tenho que corrigi-la quanto a isso. Já gastamos centenas de milhões de dólares em ajuda humanitária em Gaza, inclusive por meio do Programa Mundial de Alimentos e de outras organizações”, afirmou.
Essas declarações surgem depois que o chefe do Executivo israelense afirmou na última quinta-feira que as forças israelenses já controlam “plenamente 60% do território da Faixa de Gaza e (sua) ordem é chegar a 70%”, acima da chamada ‘linha amarela’ para a qual as tropas se retiraram no âmbito do referido acordo e que cobre mais da metade do enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta terça-feira que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, foram confirmados 933 mortos e 2.868 feridos, enquanto 781 corpos foram recuperados das áreas das quais as forças israelenses se retiraram.
Por outro lado, declarou, por fim, que desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial — foram registrados 72.942 mortos e 172.967 feridos.
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