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MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu nesta terça-feira a “necessidade” de uma reforma “sistêmica e profunda” em Cuba, para que a ilha “não continue sendo um Estado falido” e, consequentemente, argumentou, “uma ameaça para os Estados Unidos”.
“O desafio fundamental que enfrentamos é que Cuba precisa se reorganizar para não continuar sendo um Estado falido, o que representa uma ameaça para os Estados Unidos”, destacou o chefe da diplomacia norte-americana em declarações perante uma comissão do Senado, acrescentando que, especificamente, o país “precisa de uma reforma sistêmica e profunda”, bem como de “reformas econômicas”.
Nesse contexto, Rubio questionou se, de fato, “eles podem se reformar, levando em conta as pessoas que atualmente estão no comando tanto do (conglomerado Grupo de Administração Empresarial) GAESA quanto do governo”, manifestando, em seguida, não acreditar que o sistema cubano “seja capaz de se reformar, a menos que haja uma mudança de pessoas ou se imponha uma nova mentalidade”.
“Mantivemos conversas com eles e oferecemos o que acredito que deve acontecer para que sua economia se recupere”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, sem fazer referência expressa às pessoas com quem mantiveram tais diálogos, e após minimizar o impacto do endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos à ilha desde o início deste ano.
Ele fez isso ressaltando que “Cuba já sofria com apagões muito antes de 3 de janeiro deste ano” devido ao fato de que, em sua opinião, “ninguém” lhe daria “petróleo de graça, exceto (o presidente da Venezuela, Nicolás) Maduro”, algo que, desde a captura do mandatário venezuelano, “mudou”.
A isso, Rubio acrescentou o argumento de que, por parte da cúpula governamental de Havana, “não se investiu nem um único dólar em suas usinas para melhorá-las”. “Eles investiram na construção de hotéis turísticos que agora estão vazios porque não há turismo em Cuba”, retrucou o líder norte-americano, considerando, em seguida, que “Cuba é um pouco mais complicada do que a Venezuela, mas é um desastre”.
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