Michael Brochstein / Zuma Press / Europa Press
MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a Colômbia “nunca” solicitou soldados dos Estados Unidos para combater os cartéis de drogas no país, mas sim “ajuda e treinamento”, no âmbito da visita que realizou nesta terça-feira à cidade de Barranquilla, capital do departamento do Atlântico, onde se reuniu com o presidente do país, Abelardo de la Espriella.
“Os colombianos nunca pediram que soldados americanos entrassem na Colômbia para enfrentar os cartéis de drogas. Pediram-nos ajuda e treinamento”, afirmou o alto funcionário norte-americano em declarações à imprensa.
Em seguida, Rubio sustentou que, da Colômbia, “no passado”, de fato foi solicitada ajuda em matéria de inteligência, identificação de alvos ou com equipamentos especializados.
Essas declarações ocorrem apenas um mês depois de o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ter afirmado que o governo de Abelardo de la Espriella havia solicitado sua colaboração em operações militares conjuntas na Colômbia contra o “narcoterrorismo”.
“Por meio do recém-empossado presidente (...) a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra — como o governo Trump denomina o Departamento de Defesa — se una ao país em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para acabar com os terroristas e as redes terroristas”, afirmou Hegseth na época, do Panamá, durante um evento da coalizão militar promovida por Washington contra os cartéis.
Nessa mesma viagem ao país centro-americano, o chefe do Pentágono anunciou a adesão da Colômbia a essa coalizão, também conhecida como Escudo das Américas, tornando-se o 19º país membro.
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