Publicado 05/05/2026 22:20

Rubio afirma que as operações militares dos EUA no Irã "chegaram ao fim"

5 de maio de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O Secretário de Estado dos EUA, MARCO RUBIO, discursa durante uma coletiva de imprensa na Sala de Coletivas da Casa Branca, em Washington, DC.
Europa Press/Contacto/Michael Brochstein

MADRID 6 maio (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que a operação “Fúria Épica”, lançada no último dia 28 de fevereiro em conjunto com Israel contra o Irã, foi “concluída”, poucas horas depois de o chefe da Casa Branca, Donald Trump, ter considerado que a guerra com Teerã poderia se prolongar por mais duas semanas ou “talvez três”.

“A operação ‘Fúria Épica’ chegou ao fim. Alcançamos os objetivos dessa operação”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana em uma coletiva de imprensa na qual destacou que Washington é a favor da “via da paz” com Teerã, que, segundo ele, escolheu outro caminho.

“O presidente preferia sentar-se e elaborar um memorando de entendimento para futuras negociações que abordasse todos os temas-chave a serem tratados, uma abertura total dos estreitos para que o mundo possa voltar à normalidade", observou Rubio, que acrescentou em seguida que os Estados Unidos são "a única nação do mundo capaz de fazer algo para abrir uma passagem no estreito de Ormuz, a fim de fazer chegar esses produtos e resgatar as pessoas lá presas".

Durante a coletiva de imprensa, ele também exortou as autoridades iranianas a “aceitar a realidade”, “tomar uma decisão sensata” e retomar o diálogo, sentando-se à mesa de negociações, de modo que se abra caminho para a “reconstrução, a prosperidade e a estabilidade”, em vez do “isolamento, colapso econômico e uma derrota total” que, segundo ele previu, Teerã poderia enfrentar.

Nessa mesma linha, após reiterar que a fase das operações militares americanas nesta ofensiva chegou ao fim, o líder norte-americano assinalou que agora Washington está na fase do Projeto Liberdade, iniciativa “humanitária” anunciada no último domingo por Trump com o objetivo de facilitar a saída dos navios presos no Golfo Pérsico devido ao bloqueio do enclave, no contexto da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

No entanto, poucas horas depois, o próprio presidente norte-americano anunciou em sua rede social a suspensão “por um breve período” dessa missão, a fim de “ver” se “pode ser finalizado e assinado” um acordo com Teerã, embora tudo isso ocorra com o referido bloqueio ainda em vigor.

A LEI DOS PODERES DE GUERRA: “100% INCONSTITUCIONAL”

Por outro lado, o secretário de Estado se referiu à Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que estabelece um prazo de 60 dias para que o presidente ponha fim a uma intervenção militar ou solicite autorização expressa do Congresso. Isso é importante na medida em que, enquanto alguns congressistas consideram que o prazo do conflito com o Irã expirou na última sexta-feira, 1º de maio — 60 dias após a notificação formal do início das operações —, há quem sustente que a trégua suspende a contagem legal ou até mesmo permite uma prorrogação adicional de 30 dias.

“A Lei dos Poderes de Guerra é 100% inconstitucional”, defendeu Rubio, alinhando-se claramente às declarações que, dias antes, o próprio chefe do Executivo norte-americano fez em relação à regulamentação vigente sobre poderes bélicos, que determina como deve ser a autorização dos mesmos. Essa postura, insistiu o secretário norte-americano, não é apenas a sua ou a de Trump, mas a de “todos e cada um dos presidentes que ocuparam esse cargo desde o dia em que a lei foi aprovada”.

Por outro lado, ele indicou que a lei foi cumprida “no que diz respeito à notificação” porque, garantiu, desejam “manter boas relações” com o Congresso. “Não reconhecemos que a lei seja constitucional. No entanto, cumprimos alguns de seus elementos com o objetivo de manter (...) boas relações com o Congresso”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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