Publicado 02/08/2026 02:31

Rubio acusa Cuba de infiltrar espiões nos EUA e defende o papel de Trump em relação à China, ao Irã e à Ucrânia

Entrevista de Lara Lea Trump com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para a Fox News
LARA LEA TRUMP

MADRID 2 ago. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu neste sábado a estratégia do governo de Donald Trump diante de alguns dos principais desafios internacionais, desde Cuba até a Venezuela, passando pela China, pelo Irã e pela guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que reivindicou a liderança do presidente norte-americano em matéria de política externa e de segurança.

Em entrevista concedida à rede Fox News, Rubio classificou Cuba como uma das principais ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos, defendeu a manutenção da pressão sobre o regime iraniano, defendeu o papel de Washington como possível mediador entre a Rússia e a Ucrânia e afirmou que a relação pessoal entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, constitui um elemento-chave para preservar a estabilidade entre as duas potências.

CUBA, UMA “SUPERPOTÊNCIA” DA ESPIONAGEM

Rubio endossou um relatório recente elaborado sobre Cuba, no qual se alerta para as atividades de inteligência e influência atribuídas ao governo cubano, e afirmou que Havana conseguiu se infiltrar em instituições americanas ao longo de décadas.

“Se você observar a história da espionagem nos Estados Unidos, Cuba é o único país que consistentemente implantou e incorporou espiões em nosso sistema, sem sequer lhes pagar”, afirmou.

O chefe da diplomacia norte-americana relembrou vários casos de infiltração em órgãos de inteligência e sustentou que o regime cubano também desempenhou um papel relevante em operações de influência política tanto na América Latina quanto nos Estados Unidos.

Nesse sentido, ele defendeu que os protestos dos últimos anos em território norte-americano são resultado de redes organizadas e financiadas nas quais, segundo ele, Cuba desempenha um papel relevante para exercer pressão sobre os responsáveis políticos norte-americanos.

Além disso, ele rejeitou as críticas que questionam o relatório e insistiu que essa realidade representa uma ameaça que não pode ser ignorada, ao mesmo tempo em que atacou aqueles que — em sua opinião — mantêm posições favoráveis a Havana.

“Sei que há muitas pessoas na academia norte-americana e, francamente, na imprensa norte-americana, que simpatizam com o regime cubano”, afirmou, antes de sustentar que essa simpatia também se manifestou em diferentes momentos dentro do próprio governo dos Estados Unidos.

VENEZUELA: TRANSIÇÃO POLÍTICA E RECUPERAÇÃO ECONÔMICA

Com relação à Venezuela, Rubio defendeu que qualquer processo de democratização exigirá tempo devido às décadas de permanência do chavismo no poder e explicou que a prioridade inicial passa pela estabilização do país antes de avançar para uma transição política.

Nesse processo, ele considerou imprescindível reconstruir a economia e oferecer garantias jurídicas que permitam recuperar o investimento estrangeiro.

“É preciso ter leis, regras e regulamentações em vigor para que os investidores da América e do mundo possam entrar e investir com segurança e gerar prosperidade. Em última instância, é preciso haver uma transição”, declarou.

Rubio também defendeu uma reconciliação nacional que culmine em eleições legítimas e citou os processos de transição vividos na Europa Oriental após a queda da União Soviética como possíveis referências.

A RELAÇÃO COM A CHINA

Sobre as relações entre Washington e Pequim, o secretário de Estado reconheceu que ambos os países competirão em áreas estratégicas, embora tenha defendido a necessidade de manter canais de diálogo permanentes para evitar uma escalada das tensões.

Na sua opinião, um dos principais trunfos do atual governo dos Estados Unidos é justamente a relação direta entre Trump e Xi Jinping.

“A base disso é a relação que o presidente Trump tem com o presidente Xi, que é uma relação de respeito mútuo e em que eles se dão bem”, afirmou.

Nessa linha, Rubio defendeu que seria “irresponsável” romper a comunicação entre as duas maiores potências mundiais, apesar de suas diferenças nas áreas econômica, militar e geopolítica.

Nesse contexto, ele também defendeu a mudança na política externa e econômica impulsionada por Trump, ao considerar que os Estados Unidos tomaram, durante anos, decisões equivocadas após o fim da Guerra Fria.

“O que vocês veem que o presidente Trump está fazendo agora é reequilibrar essas questões: na economia, por meio de tarifas; na geopolítica, por meio de nossa presença no mundo, especialmente no Hemisfério Ocidental”, destacou.

IRÃ: PRESSÃO PARA IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO NUCLEAR

No que diz respeito ao Irã, o secretário defendeu a atuação de Trump em relação a Teerã e argumentou que a ação militar dos Estados Unidos alterou o equilíbrio estratégico ao enfraquecer as capacidades defensivas iranianas.

“Não acredito que o regime iraniano já tenha enfrentado um presidente como o presidente Trump, que é alguém que realmente toma medidas concretas”, afirmou.

Embora tenha reiterado que o objetivo da Casa Branca continua sendo impedir que o Irã obtenha armas nucleares, o chefe do Departamento de Estado acrescentou que o comportamento do regime iraniano também deve mudar.

“O regime precisa mudar. O regime iraniano tem sido tradicionalmente expansionista. Em essência, a visão deles é que não querem apenas governar o Irã, mas também governar a região”, argumentou, ressaltando que a única maneira de provocar essa mudança é aumentar o custo dessa estratégia.

MEDIAÇÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

Em relação à guerra na Ucrânia, o secretário declarou que os Estados Unidos continuarão buscando oportunidades para impulsionar um processo de negociação entre Moscou e Kiev, embora tenha reconhecido que ambas as partes mantêm posições muito distantes.

“O presidente deixou bem claro que os Estados Unidos podem desempenhar um papel para alcançar o fim dessa guerra. Vamos continuar explorando essa possibilidade”, afirmou.

Nesse sentido, ele destacou o papel de Donald Trump como o único líder com capacidade para reunir ambas as partes e garantiu que o magnata nova-iorquino é “o único líder no mundo capaz de fazer com que o lado russo e o lado ucraniano se sentem para discutir como pôr fim” ao conflito iniciado em fevereiro de 2022.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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