Publicado 24/04/2026 13:35

A RSF pede à Argentina que suspenda “imediatamente” a proibição de entrada de jornalistas na Casa Rosada

A proibição permanece pelo segundo dia consecutivo

6 de abril de 2026, Buenos Aires, Província de Buenos Aires, Argentina: O presidente do Chile, JOSE ANTONIO KAST, e o presidente da Argentina, JAVIER MILEI, aparecem em uma varanda do palácio presidencial Casa Rosada.
Europa Press/Contacto/Matias Baglietto

MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediu ao governo da Argentina, liderado pelo presidente de extrema direita Javier Milei, que suspenda “imediatamente” a proibição de entrada de jornalistas na Casa Rosada, sede da Presidência argentina.

“A RSF apela ao levantamento imediato da suspensão do acesso de jornalistas credenciados à Presidência, o que constitui uma violação do direito de informar e de ser informado. Tomada sob o pretexto de uma investigação por ‘espionagem’, essa medida dificulta o acesso à informação pública”, indicou nas redes sociais.

A proibição, que se mantém nesta sexta-feira pelo segundo dia consecutivo, tem sido acompanhada por ataques à imprensa por parte de Milei, que classificou como “criminosos”, entre outros termos, os dois funcionários do canal Todo Noticias denunciados pelo governo por suposto espionagem ilegal.

“Esses lixos imundos que se autodenominam jornalistas (95%) parecem sempre ignorar o princípio de ação e reação. Eles cometeram um crime, e não é o único. Consideram-se acima da lei e da Constituição. É óbvio que nunca vão contar a você sobre o crime anterior”, afirmou nas redes sociais nas últimas horas.

Isso ocorre depois que o governo argentino, por meio da Casa Militar — órgão responsável pela custódia da Casa Rosada e da residência oficial de Olivo — denunciou os jornalistas Luciana Geuna e Pablo Salerno após gravarem áreas comuns da Casa Rosada, acusando-os de revelação de segredos e de expor os funcionários a riscos injustificados com suas ações.

As características coletivas de imprensa de Manuel Adorni deram lugar, nos últimos meses, a um clima hostil contra os jornalistas que, segundo denúncias das organizações de mídia, buscam restringir a liberdade de imprensa em meio aos escândalos de corrupção que abalam o governo argentino.

Justamente sobre Adorni pairam acusações de que ele teria acordado o pagamento de 65 mil dólares por baixo dos panos a um intermediário para facilitar a compra de um imóvel em Buenos Aires, no âmbito da investigação aberta contra ele por enriquecimento ilícito, desvio de fundos públicos, suborno e tráfico de influências.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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