Publicado 11/08/2026 19:51

Rollán questiona o fato de o governo não comparecer ao Senado e alerta para um “conflito” entre “órgãos constitucionais”

Archivo - Arquivo - O presidente do Senado, Pedro Rollán, durante uma sessão de questionamento ao Governo, no Senado, em 23 de junho de 2026, em Madri (Espanha). A Câmara Alta realiza uma intensa sessão de questionamento ao Governo, marcada pelas exigênci
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Senado, Pedro Rollán, insistiu nesta terça-feira que o Governo deve submeter-se ao controle tanto do Congresso quanto do Senado, caso ambas as câmaras assim o solicitem, e “deve fazê-lo em tempo e forma”. “Vivemos em um sistema bicameral”, lembrou ele.

Ele também alertou que a não comparecimento dos ministros resultará, “no mínimo”, em um “conflito” entre “órgãos constitucionais” se “algum grupo parlamentar assim o solicitar e contar com apoio suficiente na votação em plenário”.

“Acho ótimo que eles compareçam em nossa câmara irmã (Congresso), mas o fato é que vivemos em um sistema parlamentar no qual existem as Cortes Gerais em um sistema bicameral”, afirmou ele em entrevista à 13TV, divulgada pela Europa Press.

O PP, que detém maioria no Senado, havia inicialmente convocado o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, para esta quarta-feira, 12 de agosto; a ministra da Defesa, Margarita Robles, para quinta-feira, 13 de agosto; enquanto queriam que o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, comparecesse na próxima segunda-feira, 17 de agosto. No entanto, o governo se recusou a que eles comparecessem nessas datas, alegando que já haviam se comprometido a fazê-lo no final deste mês no Congresso.

O presidente do Senado, que lamentou que se fizesse alusão a essa “duplicidade”, acrescentou que, no caso de Robles, a ministra enviou uma carta para comunicar sua “disposição de buscar outra data compatível” com sua agenda.

Rollán considerou que o motivo apresentado era “suficientemente importante”, pois ela iria visitar um quartel na Comunidade de Madri para “se informar sobre o andamento da ação que as unidades das Forças Armadas estão realizando em Ceuta”.

É por isso que o PP anunciou que a ministra da Defesa compareceria finalmente na próxima terça-feira, 18 de agosto, no Senado. No entanto, o Governo não considera a comparecimento confirmado. Fontes do Executivo informaram que “haverá uma resposta ao referido pedido ao longo do dia de amanhã” (quarta-feira).

Questionado se o Senado havia sido informado sobre isso pelo Ministério da Defesa, Rollán garantiu não ter recebido qualquer tipo de comunicação. “A informação mais recente continua válida, já que ninguém comunicou: ‘Olha, o dia 18 (de agosto) não dá porque estarei em tal lugar’”, acrescentou.

De qualquer forma, Rollán considerou que seria uma “notícia muito ruim” se nenhum dos três ministros comparecesse, já que “de certa forma, eles se colocariam em uma posição de rebeldia em relação a uma das duas câmaras que compõem as Cortes Gerais”.

“Além disso, já se passaram mais de duas semanas e acredito que esse já seja um prazo mais do que razoável para que os senhores ministros tenham tido tempo de se preparar para sua comparecimento”, argumentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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