Publicado 24/04/2026 21:31

Rodríguez e Petro defendem a "necessidade de união e integração" entre a Venezuela e a Colômbia

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro
PRESIDENCIA DE COLOMBIA

MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente colombiano, Gustavo Petro, e sua homóloga venezuelana, Delcy Rodríguez, demonstraram nesta sexta-feira o aprofundamento gradual das relações bilaterais entre os dois países com um encontro na capital da Venezuela, no qual defenderam a “profunda necessidade de união e integração de (seus) povos” em prol de uma “irmandade” mais robusta entre Bogotá e Caracas.

Especificamente, os líderes abordaram sete áreas de trabalho que definiram como “muito importantes” para ambas as partes, entre as quais se incluem “questões fronteiriças, migratórias, consulares, educação e cultura, comércio, indústria e turismo, questões ambientais e de saúde, e também questões de segurança e defesa”, conforme explicaram em uma coletiva conjunta ao término do encontro.

“A unidade de nossos povos é uma obrigação para que sejamos livres e (...) é uma necessidade sermos fortes para sermos respeitados. Trabalhamos intensamente para estabelecer e fortalecer esse caminho da unidade”, afirmou Delcy Rodríguez durante sua intervenção, dando ênfase especial à “construção gradual das relações comerciais” bilaterais desde a chegada de Petro à Presidência, após um período em que o comércio binacional “caiu para níveis muito baixos” em consequência das “decisões irracionais do governo da Colômbia da época”.

Da mesma forma, a presidente venezuelana revelou que foi feita “uma abordagem muito séria e completa sobre o que deve ser o combate às gangues criminosas”, uma questão “crucial” da qual surgiram diversas propostas de “planos militares”, bem como “o estabelecimento imediato de mecanismos para o compartilhamento de informações e para o desenvolvimento de inteligência”.

“São mecanismos que devem entrar em vigor imediatamente, para que os grupos do narcotráfico, os grupos envolvidos no contrabando de combustível e outros tipos de contrabando saibam que estamos dando passos firmes para combater esses crimes”, acrescentou Rodríguez.

Por sua vez, Petro colocou o foco nas ideias de integração e unidade, chegando a fantasiar com a ideia de “confederação”, seguindo a linha da “Grande Colômbia” proposta por Simón Bolívar. “Isso poderia nos levar a ser uma das nações mais fortes do mundo, mais poderosas, uma nação diversa, plural, respeitando as autonomias de cada um, sua própria história e a história comum, que tem sido muito rica. Uma potência mundial que seja o coração do mundo”, argumentou.

Petro concordou com Rodríguez ao apontar que — no caminho para essa unidade — é fundamental “libertar os povos da fronteira das máfias dedicadas a diversas economias ilegais (...) de tal forma que a fronteira seja apenas para o povo, o povo colombiano, o povo venezuelano”.

Em sua opinião, esse processo deve contar tanto com ação social quanto com ação militar e policial para que possam “restabelecer os caminhos concretos da integração entre (suas) duas nações”.

Além disso, os líderes também conversaram sobre a interconexão elétrica, a revitalização do turismo e a elaboração de planos socioeconômicos sobre os quais construir uma “irmandade” que os mantenha distantes de “lutas, conflitos e guerras”.

“As culturas de um mesmo povo devem ser verdadeiramente irmãs, e a irmandade humana deve começar no coração do mundo”, afirmou o presidente colombiano, referindo-se à Colômbia e à Venezuela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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