Publicado 09/05/2026 21:41

Rodrigo Paz propõe uma reforma parcial da Constituição boliviana

Archivo - Arquivo - 19 de outubro de 2025, La Paz, La Paz, Bolívia: O senador de centro-direita e candidato à presidência pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Rodrigo Paz, comemora sua vitória preliminar no segundo turno das eleições presidenciais da Bol
Europa Press/Contacto/Diego Rosales - Arquivo

O presidente aposta em maior autonomia regional e regras “claras” para impulsionar o desenvolvimento econômico do país

MADRID, 10 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou neste sábado o início de uma reforma parcial da Constituição com o objetivo de atualizar o marco jurídico do país e favorecer a chegada de investimentos estrangeiros em setores considerados estratégicos, incluindo hidrocarbonetos, lítio, mineração e energia.

Durante sua intervenção no Encontro Nacional de autoridades realizado em Cochabamba, o presidente explicou que o processo será conduzido por uma comissão aberta à participação de representantes políticos, sociais e regionais.

“Imediatamente, devido ao fator da participação de todos, vamos dar início a isso e o faremos por consenso, porque a reforma parcial da Constituição boliviana precisa da ajuda de todos; vamos criar a comissão de reforma da Constituição e ela será aberta para que possam participar a partir de seus setores e regiões”, afirmou em declarações coletadas pela Agência Boliviana de Informação (ABI).

Da mesma forma, Paz defendeu que a iniciativa busca consolidar um sistema com maior descentralização e autonomia para as diferentes governações e municípios, de modo que os governos regionais tenham maior capacidade para gerenciar seus próprios projetos econômicos e administrativos.

Nesse sentido, ele sustentou que o objetivo passa pelo estabelecimento de “normas e regras do jogo” que permitam gerar crescimento e estabilidade. “Porque, à medida que vamos desenvolver as normas, também é preciso, entre todos, explicar as vantagens de por que devemos fazer as reformas. O que queremos são normas e regras do jogo que nos permitam desenvolver e gerar progresso para o país”, acrescentou.

MAIOR AUTONOMIA REGIONAL

O presidente também apresentou um pacote legislativo composto por dez projetos de lei voltados para reativar a economia, fomentar o investimento e reduzir a burocracia estatal. Entre as iniciativas citadas, ele fez referência a novas normas sobre hidrocarbonetos, investimentos, mineração, economia verde ligada a créditos de carbono, empreendedorismo, reforma eleitoral, justiça, segurança nacional e eletricidade.

Essas medidas, explicou ele, visam reforçar a autonomia financeira e administrativa dos governos subnacionais, além de agilizar trâmites e digitalizar procedimentos para evitar atrasos na alocação de recursos.

Paz defendeu, ainda, um modelo de desenvolvimento com maior protagonismo territorial e criticou as limitações decorrentes do centralismo. “A nova lei de hidrocarbonetos, de mineração ou de investimento não pode limitar politicamente a capacidade de cada departamento de gerar seu próprio desenvolvimento econômico. Cada governador e prefeito deve ter autonomia para impulsionar projetos locais”, indicou.

Durante seu discurso, o presidente apelou também para a necessidade de fortalecer a democracia por meio da solidariedade e da cooperação entre regiões. “Resolver o direito à moradia, à saúde e à educação dos outros é também resolver o seu próprio problema”, insistiu.

O presidente encerrou sua intervenção com um apelo ao consenso político e social para impulsionar as reformas propostas e defender uma visão compartilhada de desenvolvimento nacional. “A Bolívia é generosa, nos dá a oportunidade de crescer, produzir e nos desenvolver. A única coisa que ela pede é compromisso e trabalho em união”, concluiu.

A última emenda constitucional na Bolívia foi promovida durante o mandato do ex-presidente Evo Morales e entrou em vigor em fevereiro de 2009. Aquele texto refundou o país como Estado Plurinacional, reconheceu oficialmente 36 nações indígenas e incorporou um modelo econômico com forte presença estatal.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado