Matias Chiofalo - Europa Press
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Defesa, Margarita Robles, rejeitou que o acordo de financiamento singular para a Catalunha, que o governo e a Generalitat devem finalizar nesta segunda-feira, seja uma "compra de votos" para a permanência do governo, e enfatizou que "temos que dar uma nova visão" ao sistema de financiamento para as comunidades autônomas.
"Não gosto da expressão, o que alguns dizem ser compra de votos é exatamente o oposto, é garantir que os acordos que saem do Congresso reflitam o maior consenso possível dentro da sociedade", disse o ministro da Defesa em uma entrevista ao programa 'La hora' da TVE, relatada pela Europa Press.
Com relação ao acordo, que inclui a transferência de 100% do imposto de renda pessoal, Robles simplesmente lembrou que a vice-presidente e ministra das Finanças, María Jesús Montero, já disse que ele não envolveria "desigualdades" entre as regiões autônomas e que, diante do "eu me oponho a tudo" do PP, "todos estão bem cientes de que o sistema de financiamento regional precisa ser revertido".
"Seria bom se o Partido Popular, em vez de dizer 'não' a tudo e a essa crítica destrutiva, apoiasse o que é justo e bom para a maioria dos cidadãos", acrescentou o Ministro da Defesa.
Nesse sentido, ela destacou as diferenças entre as comunidades autônomas com base em critérios como tamanho ou número de cidadãos, e defendeu "levar em conta essas variáveis" ao falar sobre financiamento.
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