MATÍAS CHIOFALO - EUROPA PRESS
A FINUL registra até 70 ações aéreas e ataques de artilharia por dia MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Defesa, Margarita Robles, revelou nesta segunda-feira que solicitou às Nações Unidas que intercedessem junto a Israel para garantir a segurança dos “capacetes azuis” destacados no Líbano no âmbito da FINUL, dos quais 670 são espanhóis, em meio ao intercâmbio de ataques entre Tel Aviv e o partido-milícia xiita Hezbollah.
Em uma videochamada com o contingente espanhol no Líbano a partir da base de El Goloso (Madri), Robles precisou que entrou em contato com o secretário-geral da ONU, António Guterres; o secretário-geral adjunto de Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix — que estavam juntos no Líbano —; e com o atual chefe da missão, o general italiano Diodato Abagnara, neste fim de semana para solicitar que dissessem ao Estado de Israel que é preciso “garantir a segurança” dos membros da operação.
“Exigimos e pedimos que cessem as agressões e que a FINUL possa realizar seu trabalho, mas não na situação preocupante em que nos encontramos agora”, enfatizou.
Além disso, a ministra transmitiu a Lacroix o compromisso da Espanha com este país do Oriente Médio e garantiu que a Espanha permanecerá até o fim da missão da ONU, cujo mandato termina no final de 2026. “É uma missão essencial e fundamental”, acrescentou a ministra.
Robles destacou a “situação complicada e difícil” da FINUL, que se encontra no meio dos ataques trocados diariamente entre Israel e o Hezbollah, mas deixou claro o “orgulho” que sente pelos militares espanhóis destacados na região. Embora passem “muitas horas” em abrigos devido às “agressões constantes”, os soldados mantêm “o moral elevado”.
A ministra da Defesa previu que a missão ainda terá “meses difíceis” pela frente, mas insistiu em transmitir uma mensagem de “tranquilidade” às famílias dos militares destacados, pois “a prioridade” é a segurança dos homens e mulheres da FINUL.
Por sua vez, o general chefe da BRILIB XLIV, Antonio R. Bernal Martín, informou à ministra que o pessoal espanhol no Líbano está “bem” e “com muito ânimo e vontade” de que a situação se normalize “para voltar a cumprir suas missões”.
No entanto, ele destacou que “o intercâmbio de foguetes” é “diário” e que os militares precisam realizar tarefas de “interceptação” e ter cuidado especial com “elementos que estão no solo” que os colocam “em perigo”. Ele estimou entre 60 e 70 o número de ações aéreas e ataques de artilharia entre Israel e o Hezbollah, mas insistiu que a missão da ONU não é alvo das agressões.
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