Publicado 14/03/2025 07:15

Robles diz aos parceiros que as políticas de defesa são políticas de Estado e que se trata de investir "na paz, não na guerra".

A Ministra da Defesa, Margarita Robles, fala à mídia após uma reunião com o Ministro da Defesa da Ucrânia, na sede do Ministério, em 14 de março de 2025, em Madri (Espanha). A visita faz parte dos contatos que os dois ministros estão fazendo com os minist
Matias Chiofalo - Europa Press

MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Defesa, Margarita Robles, lembrou nesta sexta-feira aos parceiros habituais do governo que se opõem ao aumento dos gastos com defesa que as políticas nessa área "são políticas de Estado" e que se trata de um investimento "na paz e na solidariedade, não em uma guerra".

Falando à mídia depois de se reunir com seu colega ucraniano, Rustem Umerov, Robles demonstrou "respeito" pela "posição de todos", mas sustentou que as políticas de defesa são políticas de Estado e buscam "trabalhar pela paz".

Nesse sentido, ele também pediu "solidariedade" aos países do norte da Europa e aos Estados Bálticos, que, devido à sua localização geográfica, são mais ameaçados pela Rússia do que a Espanha. Portanto, ele argumentou que "investir em defesa não é investir em uma guerra, mas em solidariedade e paz".

De qualquer forma, o Presidente do Governo, Pedro Sánchez, deu a entender na quinta-feira, após a rodada de contatos com todos os grupos parlamentares, exceto o Vox, que ele não pretende que todos os itens para aumentar os gastos sejam aprovados pelo Congresso. Ele não tem o apoio de parte dos partidos que compõem o Sumar e de seus parceiros habituais.

ESTADOS UNIDOS APÓIAM A UCRÂNIA

Em relação ao encontro com Umerov, a ministra da Defesa revelou que seu homólogo lhe disse que Kiev tem o apoio dos Estados Unidos, "depois dos possíveis solavancos que possam ter ocorrido", em referência aos ataques do presidente norte-americano, Donald Trump, ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que culminaram na briga pública ocorrida no Salão Oval. "Eles estão apoiando o processo de paz e estão apoiando a Ucrânia", de acordo com Robles.

O ministro da defesa ucraniano também disse a Robles que a Ucrânia está "esperançosa" com o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, sobre o qual a Rússia ainda não comentou. Robles evitou comentar se Kiev teria garantias de que Moscou não os atacaria novamente após o fim da guerra, argumentando que ainda é "cedo", e enfatizou que a Espanha apoia esse cessar-fogo e um processo de paz para encerrar o conflito.

Durante o dia, Umerov se reunirá com empresas industriais, como Escribano e Instalaza, na mesma sede do Ministério da Defesa, de acordo com o departamento. Robles disse que os ucranianos querem ver "quais materiais eles podem precisar" e que "pretendem investir nos espanhóis porque são bons", mas esclareceu que a Espanha já colabora com a Ucrânia nessa área. "O maior impedimento é uma indústria de defesa poderosa", concluiu.

Além desses assuntos, Robles transmitiu ao seu colega ucraniano o apoio "firme" da Espanha à Ucrânia, que continuará durante todo o processo para alcançar uma paz que deve ser "justa e duradoura" e que deve incluir Kiev. Por sua vez, Umerov agradeceu à Espanha. "A Espanha contribui para a segurança da Europa e a segurança da Ucrânia, somos gratos por tudo", assegurou.

Durante a reunião, eles assinaram um acordo para dar continuidade ao treinamento e à instrução que a Espanha vem fornecendo ao pessoal das Forças Armadas da Ucrânia. A Espanha já treinou mais de 7.000 soldados ucranianos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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