Publicado 31/03/2026 10:51

Robles desconhece a origem do ataque no Líbano que causou a morte de três soldados da força de paz: Todas as possibilidades estão em

Ela afirma que a missão da ONU, liderada pela Espanha com quase 700 militares, provavelmente terminará no final do ano

A ministra da Defesa, Margarita Robles, comparece perante a Comissão Mista de Segurança Nacional, no Congresso dos Deputados, em 31 de março de 2026, em Madri (Espanha). Robles comparece a pedido do Partido Popular para informar sobre as repercussões
Jesús Hellín - Europa Press

MADRID, 31 mar. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Defesa, Margarita Robles, afirmou nesta terça-feira que se desconhece a origem dos dois ataques contra a brigada sob comando espanhol destacada no Líbano, que resultaram na morte de três soldados da força de paz indonésios e deixaram um ferido em estado muito grave, e explicou que as autoridades internacionais estão investigando o ocorrido.

Conforme indicou ao sair da comissão mista (Congresso-Senado) sobre Segurança Nacional, na qual compareceu para falar sobre a situação no Oriente Médio, ela está em “contato permanente” com o general Antonio Bernal, que comanda a zona onde ocorreram os eventos ontem, bem como com o secretário adjunto das Nações Unidas.

À ESPERA DAS AUTÓPSIAS

Robles acrescentou que hoje também seriam realizadas as autópsias dos falecidos para verificar “de onde partiram as explosões” e ressaltou que, “no momento atual”, “todas as opções estão em aberto”.

Precisamente no início de sua intervenção no Congresso, a ministra transmitiu suas condolências pelas mortes de três soldados da força de paz indonésios no Líbano, onde a Espanha mantém cerca de 700 militares destacados no âmbito da missão das Nações Unidas que provavelmente terminará no final do ano.

A ministra da Defesa detalhou que 672 soldados espanhóis, incluindo 12 guardas civis e 8 intérpretes, estão destacados no Líbano desde novembro no âmbito da missão da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), sob o comando do brigadeiro Bernal Martín, com base na Brigada “Guzmán el Bueno”.

Robles reiterou sua “admiração e reconhecimento” pelo trabalho que os militares espanhóis estão realizando, não apenas na manutenção da paz, mas também em “circunstâncias complicadas e difíceis” como as vividas neste mesmo dia pelos indonésios falecidos. Acrescentou que eles estão tendo que realizar não apenas a preparação que possuem “militarmente falando”, mas também “humanamente e como pessoas”.

UMA SITUAÇÃO “MUITO DIFÍCIL E COMPLICADA”

A ministra explicou que o Hezbollah retomou o lançamento de mísseis e drones contra Israel há quase um mês, coincidindo com o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o que provocou ataques das Forças de Defesa de Israel contra áreas consideradas ligadas a esse grupo em todo o território libanês, além do envio de tropas israelenses ao sul do país.

Segundo ela, esses movimentos geraram um “efeito cascata”, provocando o deslocamento de cerca de um milhão de civis libaneses, em sua maioria xiitas do sul e dos subúrbios de Beirute, e as autoridades israelenses declararam sua intenção de estabelecer uma “zona de segurança” dentro do território libanês.

Nesse contexto, ele destacou que os militares espanhóis no Líbano, integrados à missão das Nações Unidas, encontram-se “logicamente numa situação muito difícil, muito complicada” e que, embora sejam “profissionais magníficos”, as instruções que receberam são de cumprir as missões que possam realizar no âmbito das Nações Unidas, “tomando todas as medidas de precaução necessárias”.

Robles afirmou que a Espanha estará “sempre ao lado das Nações Unidas” e do povo libanês, ao mesmo tempo em que disse que é preciso pedir a Israel e ao Hezbollah que garantam a segurança dos militares. Na zona há um total de 10.000 militares de diferentes países. Os espanhóis estão no comando de um setor onde há 3.000 militares, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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