Publicado 10/07/2026 04:53

Robles atribui as declarações de Trump sobre a Espanha à falta de conhecimento e insiste: “apenas” 2% serão investidos em defesa

Ela afirma que as compras na área de defesa não são “como ir ao supermercado” e simplesmente escolher, mas que é necessário “planejar” as necessidades

A ministra da Defesa, Margarita Robles, durante sua palestra sobre “A defesa espanhola no contexto geopolítico atual. Política e indústria de defesa” nos Cursos de Verão do Real Centro Universitário Escorial-María Cristina, em 6 de julho de 2026,
Rafael Bastante - Europa Press

MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Defesa, Margarita Robles, atribuiu à falta de conhecimento sobre a Espanha as palavras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, na cúpula da OTAN, primeiro ameaçou romper os laços comerciais com a Espanha e, horas depois, elogiou o país, afirmando que a Espanha havia aumentado seus pagamentos à Aliança Atlântica. De qualquer forma, Robles deixou claro que a Espanha “apenas” investirá 2% do PIB em Defesa.

“Donald Trump nunca conheceu a realidade espanhola e, por isso, quando dizia o que dizia a respeito da Espanha, era por causa de seu total desconhecimento da participação e do envolvimento da Espanha na Aliança Atlântica”, afirmou a ministra em entrevista à Cadena Ser, divulgada pela Europa Press.

Margarita Robles ressaltou que a Espanha respeita as opiniões de todos e as variações entre elas, e enfatizou que a única coisa que deve nos importar é que a Espanha, como país, está comprometida com a paz, com seus parceiros, com o direito internacional e com o direito humanitário.

Portanto, ela deixou claro que não pode ficar atenta às declarações de um líder, “que, além disso, como todos sabemos, mudou de opinião”.

Dito isso, ela destacou que a posição da Espanha é “muito clara, muito firme” e, ao afirmar que “investimos apenas 2% em defesa, é porque investimos apenas 2% em defesa, pois consideramos que isso é necessário”. “Quando assumimos e cumprimos nossos compromissos, nós os cumprimos; e quando dizemos que queremos a paz e não queremos guerras que violem o direito internacional, é isso que defendemos”, insistiu.

Segundo a ministra, a Espanha não mudou, e aqueles que mudam de opinião em menos de 24 horas “terão que explicar o porquê”.

AS AQUISIÇÕES NA ÁREA DE DEFESA “NÃO SÃO COMO IR AO SUPERMERCADO”

Nesse sentido, e ao ser questionada sobre uma notícia publicada no jornal El Mundo, que afirma que a Espanha comprometeu investimentos milionários em satélites e aeronaves, Margarita Robles respondeu: “Não, bem, vamos ver, na defesa não se trabalha assim; na defesa há um planejamento, há programas, um planejamento feito com muitos anos de antecedência”, porque os aviões e as fragatas precisam ser construídos.

Na sequência dessa afirmação, ela destacou que o governo está apostando na indústria espanhola e europeia e citou como exemplo os projetos da Navantia ou os programas da Airbus, em referência ao A400, que, em uma parte “muito importante”, está sendo construído na base de São Paulo, em Sevilha, gerando empregos na região.

Além disso, ele precisou que a Espanha está muito interessada em que países da União Europeia ou de outras regiões, como o Oriente Médio, possam adquirir o A400 “porque isso favorece a criação de empregos na Espanha”.

“No âmbito da defesa, isso não é como ir ao supermercado, ver quais produtos estão disponíveis e simplesmente escolher um”, exclamou ela, para em seguida insistir que é preciso fazer um planejamento “com base nas necessidades” e que a Espanha tem feito um “esforço muito importante” em matéria de defesa.

De qualquer forma, a ministra da Defesa insistiu que o mais conveniente para todos seria “conhecer o assunto sobre o qual se está falando” e não se preocupar com o que os outros fazem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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