Juanma Jiménez - Europa Press
MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Defesa, Margarita Robles, acusou na sexta-feira Benjamin Netanyahu de "distorcer" as palavras de Pedro Sánchez sobre armas nucleares, ao mesmo tempo em que criticou o primeiro-ministro israelense por tentar "dar lições" com a ofensiva contra a Faixa de Gaza como pano de fundo.
Durante o anúncio de medidas para deter o "genocídio" em Gaza, Sánchez destacou que a Espanha "não tem bombas nucleares, nem porta-aviões ou grandes reservas de petróleo, por isso não podemos deter a ofensiva israelense". Netanyahu reagiu acusando Sánchez de fazer "ameaças genocidas" contra o Estado hebreu.
Em uma entrevista ao Espejo Público, captada pela Europa Press, Robles disse que "o que Sánchez queria dizer era muito claro e não há motivo para distorcê-lo". "A força que a Espanha pode ter para oferecer soluções para o conflito não vem do ponto de vista da guerra", acrescentou.
A ministra da Defesa se declarou "surpresa" com o fato de Netanyahu "se dar ao luxo de dar lições a outros países" quando há "imagens tão terríveis de Gaza", que marcarão "uma página terrível na história mundial", em sua opinião.
O EMBARGO DE ARMAS E O PASSEIO DE BICICLETA
Sobre a consolidação por lei do embargo de armas a Israel, uma medida que faz parte do pacote de medidas anunciado por Sánchez, Robles negou que isso atrasaria a modernização das Forças Armadas espanholas.
Nesse sentido, ela destacou o esforço de investimento do governo em segurança e defesa e enfatizou que os planos incluem a substituição do "material tecnológico" comprado de Tel Aviv por produtos desenvolvidos pela indústria de defesa espanhola.
Por outro lado, Robles se referiu aos protestos contra a participação de Israel na Vuelta Ciclista, rejeitando a "violência" contra os ciclistas. Ela não disse se era a favor da expulsão da delegação israelense. "Isso não depende de mim", disse ela.
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