Publicado 24/09/2025 08:50

Rio de Janeiro aprova novo pagamento extra para policiais que "neutralizarem criminosos

Archivo - Arquivo - 27 de agosto de 2020, Brasil, Rio de Janeiro: Forças especiais da polícia brasileira participam de uma operação contra as quadrilhas de traficantes no bairro da Favela, considerado um dos pontos mais perigosos da cidade do Rio de Janei
Fausto Maia/TheNEWS2 via ZUMA Wi / DPA - Arquivo

MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que mais uma vez inclui bônus financeiros extras para os policiais civis que conseguirem apreender armas de grosso calibre e de uso restrito, ou "neutralizar criminosos" durante suas operações.

A emenda foi incluída em um projeto de lei de segurança mais amplo a pedido de deputados associados ao governo de Cláudio Castro, do Partido Liberal conservador, cujas fileiras incluem todos os membros do clã Bolsonaro.

O texto agora precisa ser assinado por Castro, que encontrou, além da esquerda, detratores entre suas próprias fileiras dessa remuneração extra, que inclui bônus mínimos de 10% e máximos de 150% em virtude de material apreendido ou suspeitos mortos, informa a imprensa brasileira.

A esquerda descreveu a regalia como um "bônus do Velho Oeste" e questionou tanto as implicações econômicas em "um estado em recuperação fiscal", quanto as implicações éticas. "Se há um criminoso, que ele pague com o rigor da lei, não na ponta da arma de um policial", disse a deputada Dani Monteiro.

Esta é a segunda vez que as autoridades fluminenses aprovam tal medida, depois que ela esteve em vigor entre 1995 e 1998. Durante esse período, as mortes em operações policiais aumentaram de duas para quatro. Em 2024, o Rio de Janeiro registrou 703 mortes em operações policiais.

No entanto, o mesmo grupo de deputados na Assembleia do Rio de Janeiro agora quer incluir os policiais militares nesses bônus letais. A expectativa é que o assunto seja debatido em plenário na próxima semana. Castro tem quinze dias para assinar a polêmica lei.

"É um projeto muito positivo para a sociedade e para a Polícia Civil, e nós vamos lutar para que ele inclua também a Polícia Militar. Os criminosos perderam o medo, o respeito", disse o deputado Marcelo Dino, que considera a medida "uma forma de valorizar" o trabalho dos agentes.

"Criminoso tem que ser baleado, com esse projeto eles vão ter medo. Eles vão saber que podem ser alvejados e morrer", afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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