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MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que mais uma vez inclui bônus financeiros extras para os policiais civis que conseguirem apreender armas de grosso calibre e de uso restrito, ou "neutralizar criminosos" durante suas operações.
A emenda foi incluída em um projeto de lei de segurança mais amplo a pedido de deputados associados ao governo de Cláudio Castro, do Partido Liberal conservador, cujas fileiras incluem todos os membros do clã Bolsonaro.
O texto agora precisa ser assinado por Castro, que encontrou, além da esquerda, detratores entre suas próprias fileiras dessa remuneração extra, que inclui bônus mínimos de 10% e máximos de 150% em virtude de material apreendido ou suspeitos mortos, informa a imprensa brasileira.
A esquerda descreveu a regalia como um "bônus do Velho Oeste" e questionou tanto as implicações econômicas em "um estado em recuperação fiscal", quanto as implicações éticas. "Se há um criminoso, que ele pague com o rigor da lei, não na ponta da arma de um policial", disse a deputada Dani Monteiro.
Esta é a segunda vez que as autoridades fluminenses aprovam tal medida, depois que ela esteve em vigor entre 1995 e 1998. Durante esse período, as mortes em operações policiais aumentaram de duas para quatro. Em 2024, o Rio de Janeiro registrou 703 mortes em operações policiais.
No entanto, o mesmo grupo de deputados na Assembleia do Rio de Janeiro agora quer incluir os policiais militares nesses bônus letais. A expectativa é que o assunto seja debatido em plenário na próxima semana. Castro tem quinze dias para assinar a polêmica lei.
"É um projeto muito positivo para a sociedade e para a Polícia Civil, e nós vamos lutar para que ele inclua também a Polícia Militar. Os criminosos perderam o medo, o respeito", disse o deputado Marcelo Dino, que considera a medida "uma forma de valorizar" o trabalho dos agentes.
"Criminoso tem que ser baleado, com esse projeto eles vão ter medo. Eles vão saber que podem ser alvejados e morrer", afirmou.
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