Publicado 05/09/2025 11:16

A reunião entre a Educação e a Junta Docente termina sem acordo, portanto "tudo aponta para uma greve".

O Ministro Regional da Educação, Sergio Silva, preside a mesa de negociações com a Junta de Personal Docente (Diretoria de Pessoal Docente).
GOBIERNO

Os sindicatos anunciam uma nova reunião às 16 horas, mas o conselheiro considera que não deve comparecer depois de uma manhã sem progresso.

SANTANDER, 5 set. (EUROPA PRESS) -

A reunião entre o Ministério Regional da Educação e o Conselho de Pessoal Docente para negociar mais uma vez o reajuste salarial dos professores e tentar evitar a greve convocada para a próxima segunda-feira 8 e terça-feira 9 terminou nesta sexta-feira sem acordo depois de mais de duas horas.

No final da reunião - a décima que realizam sobre o ajuste salarial pendente - os sindicatos do Conselho avançaram que ambas as partes tinham se reunido novamente às 16 horas para continuar a negociação, mas o conselheiro, Sergio Silva, disse que considera que não deve comparecer.

Depois de ouvir as declarações feitas pela Junta, ele entendeu que "eles têm como certo que haverá uma greve na próxima segunda-feira nas escolas da Cantábria" e, além disso, que "em nenhum caso eles aceitarão um piso orçamentário ou uma cláusula vinculada a um piso orçamentário para poder avançar com o acordo", como defende o Ministério Regional.

Nesse contexto, "tudo aponta para um cenário de greve na próxima segunda-feira", disse Silva para justificar a não participação em uma nova reunião à tarde.

Em declarações à imprensa, o conselheiro pediu à Junta que cancelasse a greve por entender que "ela é ruim para a educação na Cantábria". Assim, ele pediu aos representantes do sindicato que "reavaliassem essa decisão de alguma forma e que uma disputa salarial não manchasse o início do ano letivo, prejudicando de alguma forma a imagem da educação pública na Cantábria e o funcionamento do serviço de educação pública em nossa comunidade autônoma".

Por sua vez, o Ministério Regional tentará garantir que os primeiros dias do ano letivo transcorram "normalmente" nas escolas.

De qualquer forma, ele destacou que a proposta do Governo da Cantábria, que envolve um aumento linear de 180 euros por mês a ser pago em cinco anos, "continua em vigor" e eles não "usarão a convocação de uma greve para retirá-la", porque ela é "boa" e "custou muito esforço para chegar até aqui". Ele espera que a Junta "reconsidere" sua posição.

O ministro defendeu mais uma vez a cláusula que condiciona o aumento salarial ao orçamento, porque "a responsabilidade e a prioridade é a estabilidade do sistema".

Assim, o diretor de Educação reconheceu que considera "difícil" chegar a um acordo "entre hoje e segunda-feira", embora "não jogue a toalha" porque o que separa as duas partes é "pouco".

DISPONIBILIDADE ORÇAMENTÁRIA

Por sua vez, a presidente do Conselho de Ensino, Rus Trueba, informou à mídia que o coletivo iria redigir um novo texto com a intenção de apresentá-lo em uma nova reunião às quatro horas da tarde, que incluiria a premissa de que o acordo alcançado "será colocado em prática se houver disponibilidade financeira".

Os professores insistem em que a cláusula que condiciona o aumento salarial ao acordo orçamentário seja eliminada do acordo e, em contrapartida, propuseram essa "redação alternativa que fala de disponibilidade econômica", "como acontece com o restante dos acordos nessa área" que o governo concretizou no campo da saúde ou da justiça.

Trueba valorizou a ordem do Tribunal Superior de Justiça da Cantábria desta sexta-feira que retira os tutores do decreto de serviços mínimos estabelecido pelo Ministério, que saudou que dá "a razão" aos sindicatos porque foi "abusivo".

Graças a isso, os tutores do ensino infantil e primário "não estariam mais condicionados" e poderiam exercer seu direito de greve.

"Agora, mais do que nunca, nós, professores, temos que estar unidos para não sermos reféns políticos", disse Trueba, que exigiu que os professores fossem tratados "com dignidade".

Por sua vez, o conselheiro não avaliou a ordem judicial, pois ela foi publicada enquanto a reunião estava sendo realizada, e salientou que não tinha conhecimento dos termos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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